Descoberta sugere que humanidade já comia pão há 30.000 anos

Sinais de amido em pedras mostram que homem primitivo fazia farinha, dizem cientistas europeus

REUTERS, REUTERS

18 Outubro 2010 | 18h37

Amido descoberto em pedras de moer de 30.000 anos indica que o homem pré-histórico já comia uma forma primitiva de pão, contrariando a imagem popular do home das cavernas primariamente carnívoro.

 

A descoberta, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que os europeus do Paleolítico moíam raízes semelhantes à batata para fazer farinha, que depois era usada numa massa. 

 

"É como pão sírio, como uma panqueca feita só de água e farinha", disse Laura Longo, pesquisadora do Instituto Italiano de Pré-História e História Primitiva.

 

"Você faz um tipo de pão achatado e cozinha no forno", disse ela, descrevendo como sua equipe replicou o processo de cozimento. O produto final era "crocante como um biscoito, mas não muito saboroso".

 

As pedras, cada uma das quais cabe confortavelmente na palma da mão de uma pessoa adulta, foram descobertas em sítios arqueológicos da Itália, Rússia e República Checa.

 

Os pesquisadores disseram que a descoberta lança o primeiro uso conhecido da farinha mais 10.000 anos para o passado. A evidência mais antiga anterior, de 20.000 anos, é de Israel.

 

A descoberta poderá incomodar os fãs da chamada dieta paleolítica, que segue os resultados de pesquisas anteriores que sugeriam que os humanos primitivos comiam uma dieta centrada em carne.

 

Também conhecida como dieta do homem das cavernas, o regime condena os alimentos baseados em carboidratos, como massas, cereais e pães.

 

Os aderentes modernos comem apenas carne magra, legumes e frutas.

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