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Descoberto lago artificial maia em meio à floresta no México

Fundo do reservatório de água parece coberto de lascas de cerâmica, usadas para vedação, como uma psicina

estadão.com.br, estadão.com.br

27 de agosto de 2010 | 15h38

Pesquisadores alemães e mexicanos encontraram um lago artificial, no sítio arqueológico da antiga cidade de maia de Uxul, cujo fundo é revestido por placas de cerâmica, como as piscinas modernas são revestidas de azulejo. De acordo com o pesquisador Nicolaus Seefeld, o fundo do lago, com dois metros de profundidade, está recoberto de lascas de cerâmica "praticamente sem lacunas".

 

Embora o uso de lagos artificiais, ou" aguadas", como reservatórios de água potável pelos maias já fosse conhecido, a tecnologia usada em Uxul surpreendeu os arqueólogos.

 

"Ainda não sabemos se o revestimento se estende por toda a aguada", completou ele, em nota, explicando que a escavação teve início no centro do lago.

 

De acordo com texto divulgado pela Universidade de Bonn, se todo o reservatório estiver realmente recoberto por ladrilhos, a descoberta será "uma pequena sensação", pela quantidade de cerâmica envolvida.

 

As duas aguadas já descobertas em Uxul eram maiores que piscinas olímpicas, e talvez não tivessem sido as únicas. A cidade tinha uma população de pelo menos 2.000 pessoas, e precisava acumular água para durar pelos três meses anuais de seca.

 

No Período Clássico da cultura maia, de 250 a 900 d.C., Uxul estava localizada numa área densamente povoada, entre as grandes cidades de El Mirador e Calakmul. Por ali passavam rotas comerciais que iam do centro do México à Guatemala.

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