Descoberto novo tipo de lua em meio aos anéis de Saturno

Os cientistas que trabalham com os dados da Cassini descobriram as 'hélices' nos anéis em 2006

estadao.com.br

08 Julho 2010 | 16h34

Close dos anéis mostra uma das "hélices" que indicam a presença de pequena lua. Divulgação/Nasa

 

Cientistas descobriram uma nova classe de luas no interior dos anéis de Saturno, que criam marcas semelhantes a hélices no material do anel. Esta é a primeira vez em que cientistas são capazes de rastrear o movimento de um objeto individual no interior de um disco de destroços.

 

A descoberta dá ainda aos pesquisadores, de acordo com nota da Nasa, a capacidade de "voltar no tempo" para uma época em que o Sistema Solar estava em seus primórdios.

 

"Observar o movimento de material incrustado no disco oferece a rara oportunidade de avaliar como os planetas cresceram em, e interagiram com, o disco de material  que cercava o Sol primitivo", disse a pesquisadora Carolyn Porco, da sonda Cassini, e uma das autoras do artigo que descreve a descoberta. O trabalho está publicado no periódico Astrophysical Journal Letters.

 

Os cientistas que trabalham com os dados da Cassini descobriram as "hélices" em 2006, numa área agora conhecida como "cinturão das hélices", no meio do anel mais externo de Saturno, o anel A.

 

Esses espaços eram criados por uma nova categoria de luas - menores que os satélites conhecidos, mas maiores que a média das partículas genéricas dos anéis. Essas pequenas luas, que podem ser milhões, não são grandes o bastante para criar lacunas em toda a circunferência  dos anéis, como fazem as luas "pastoras" Dafne e Pã.

 

As "hélices" criadas pelas luas têm até milhares de quilômetros de comprimento e alguns poucos quilômetros de largura. As luas responsáveis aparentemente conseguem expelir material até 500 metros acima e abaixo do plano dos anéis, que tem uma espessura média de 10 metros.

 

A sonda Cassini está longe demais para observar diretamente as luas, mas os cientistas estimam que elas tenham cerca de 1 km de diâmetro.

 

O principal autor do estudo, Matthew Tiscareno, e colegas acreditam que haja dezenas dessas hélices, e 11 delas foram fotografadas diversas vezes entre 2005 e 2009. Uma delas, apelidada de "Bleriot", em homenagem ao aviador francês Louis Bleriot, apareceu em mais de 100 fotografias.

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