Descobridor da vacina da rubéola defende imunização para combater aids

Para Stanley Plotkin, vacina está entre os três principais objetivos das pesquisas medicinais

Efe

12 de junho de 2012 | 13h30

O cientista Stanley Plotkin, descobridor da vacina contra a rubéola, ressaltou nesta terça-feira, 12, que, de acordo com as primeiras provas experimentais realizadas, é possível desenvolver vacinas "eficazes" contra a Aids (HIV), a malária e a tuberculose.

 

Estas três vacinas são os três "principais objetivos" de pesquisas futuras, assinalou Plotkin durante uma entrevista no encontro científico Forovax VI, que foi iniciado na segunda e será encerrado nesta terça em Pamplona, no norte da Espanha.

 

Além de Plotkin, o Fórum reuniu outros especialistas de prestígio internacional, como o catedrático espanhol Ángel Gil de Miguel e Javier Moreno, especialista em direito sanitário.

 

Apesar de não ter apresentado nenhum tipo de resultado, Gil de Miguel também defendeu a eficácia da vacina. Ele também argumentou em favor do combate ao vírus do papiloma humano, relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Segundo o cientista, há dados que comprovam o sucesso da imunização contra doenças sexualmente transmissíveis (DST). "Mas, em relação ao câncer, devemos demorar um pouco mais para vê-las", concluiu.

 

Atualmente, os pesquisadores desenvolvem uma nova vacina que teria efeito sobre nove tipos de soropositivos, cinco a mais que as vacinas atuais. Com base nesta nova pesquisa, a porcentagem de proteção poderá aumentar a 90%, contra 70% da atual. Apesar dos avanços, o processo de desenvolvimento dessa nova vacina ainda "vai demorar para ser concluído". 

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