Desemprego prolongado pode reduzir expectativa de vida em até 1 ano e meio

Durante conferência na Noruega, FMI e OIT discutem custo humano da crise financeira global

Efe

13 Setembro 2010 | 20h12

OSLO - Uma pessoa que perdeu o emprego na última crise financeira mundial pode ter sua expectativa de vida reduzida em até um ano e meio, caso a situação de desemprego perdure por duas décadas.

Essa é uma das conclusões do relatório elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a Conferência sobre Emprego e Crescimento que ocorre nesta segunda-feira, 13, em Oslo, na Noruega, com a participação de chefes de Estado.

"As consequências sociais - e até na saúde - do desemprego são enormes", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, durante a conferência, a primeira realizada em conjunto com a OIT.

Strauss-Kahn destacou que o custo humano do desemprego é "muito sério", embora não se costume falar sobre isso. "Se você perde seu trabalho, o mais provável é que sofra de problemas de saúde ou morra jovem", constata o documento.

"Se você perde seu trabalho, seus filhos terão problemas no colégio e o mais provável é que você perca a confiança nas instituições públicas e na democracia", acrescentou o diretor-gerente do FMI.

Segundo o relatório, que serve de base para os debates em Oslo, os efeitos da perda do emprego em tempos de recessão são maiores que em tempos normais.

Estudos realizados nos Estados Unidos revelam que um trabalhador que perdeu o emprego durante a crise, 15 ou 20 anos depois terá uma renda 20% menor do que tinha antes.

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