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Desenho em casa na quarentena poderá valer como atividade para educação infantil em SP

Decisão é do Conselho Estadual de Educação e ainda precisa ser avaliada pelo secretário da pasta; rede pública paulista vai distribuir kits para aula a distância com alunos mais velhos

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2020 | 22h13

O Conselho Estadual de Educação de São Paulo aprovou que o uso de desenhos, textos e objetos feitos por crianças durante o período da quarentena sejam contabilizados pelas escolas de ensino infantil como horas cumpridas pelos alunos. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta, 16.

As instituições de ensino não precisam cumprir, neste ano, os 200 dias letivos de aulas presenciais, mas continuam obrigadas a cumprir uma carga horária mínima de 800 horas, de acordo com a Medida Provisória 934.

Os materiais produzidos pelas crianças deverão ser levados às instituições de ensino, tanto em formato físico como em foto ou vídeo, após o fim da quarentena. Depois, será feita a avaliação do progresso das crianças e as horas poderão ser contabilizadas.

Isso porque, escreveu o CEE, é necessário reconhecer que os bebês e as crianças pequenas estão em seus lares todo o tempo e têm necessidade de dar vazão à sua capacidade de interação e comunicação e curiosidade para descobrir e investigar o que tem ao seu redor. “Nessa perspectiva, é fundamental que as famílias se sintam apoiadas e que as instituições de ensino possam organizar momentos de trocas com os pais, práticas pedagógicas e propostas de atividades, ações e brincadeiras que sejam interessantes para o desenvolvimento e a aprendizagem.”

A proposta ainda precisa ser avaliada pelo secretário da Educação, Rossieli Soares. O Estado de São Paulo, onde há o maior número de casos de coronavírus no País, está em quarentena desde 24 de março. Com isso, apenas os serviços essenciais estão liberados a continuar funcionando.

Governo vai distribuir kits de materiais impressos aos 3,5 milhões de alunos

O governo de São Paulo vai distribuir kits de materiais impressos aos 3,5 milhões de alunos da rede estadual e também para estudantes de 470 escolas municipais. As apostilas, livros paradidáticos e gibis da Turma da Mônica custaram, segundo o governador João Doria, R$ 19,5 milhões.

Além disso, há um material destinado aos pais e responsáveis, orientando como estudar em casa durante o período de suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia do novo coronavírus.

A Secretaria da Educação antecipou as férias e recesso escolar no dia 23 de março como forma de evitar a propagação do coronavírus. As aulas serão retomadas no dia 27 de abril, data em que começa a distribuição do material escolar.

Os aluno deverão retirar os materiais nas escolas, de forma escalonada. O calendário ainda será divulgado. A distribuição para os cerca de 10% de alunos que moram em áreas rurais será feita por meio do transporte escolar.  

De 22 a 24 de abril, professores receberão formação com orientações sobre a forma de ensino durante o período de suspensão das aulas presenciais.

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