Salvatore Di Nolfi/AP
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Detector de antimatéria de US$ 2 bi é o último instrumento da ISS

O AMS complementará o trabalho do Grande Colisor de Hádrons, o LHC

AP, AP

25 de agosto de 2010 | 14h06

A Força Aérea dos Estados Unidos assumiu a custódia de um detector de antimatéria de US$ 2 bilhões, destinado a ir ao espaço no último voo de um ônibus espacial, marcado para fevereiro de 2011.

 

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Militares carregaram o gigantesco Espectrômetro Alfa Magnético (AMS) num avião C-5M Super Galaxy no Aeroporto de Genebra, para decolagem rumo ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

 

Esses aviões geralmente são usados para transportar tanques de guerra e helicópteros, mas os cientistas do Centro europeu de pesquisa Nuclear, o Cern, tiveram de pedir apoio à Força Aérea dos EUA para ajudá-los com o transporte do equipamento de 7,5 toneladas.

 

O físico ganhador do Nobel Sam Ting disse que espectrômetro será ligado à Estação Espacial Internacional para recolher evidência da presença de antimatéria, matéria escura e outros fenômenos ao longo dos próximos 20 anos.

 

O AMS complementará o trabalho do Grande Colisor de Hádrons, o LHC, um gigantes acelerador de partículas que cientistas estão usando para simular condições semelhantes às existentes logo após o Big Bang, numa tentativa de compreender a composição do Universo.

Antimatéria, cuja detecção é o  objetivo principal do AMS, deve ter sido criada pelo Big Bang em quantidade igual à de matéria, mas cientistas nunca foram capazes de encontrar grandes  quantias desse tipo de partícula.

 

Ao realizar uma busca fora da atmosfera da Terra, eles esperam encontrar provas de que existe muito mais antimatéria no Universo - ou uma razão para sua escassez.

 

O AMS, que ficou 15 anos em construção, será uma das duas cargas do voo final do Endeavour, marcado para 26 de fevereiro. Esta missão, com o código STS-134, é a última prevista para a frota de ônibus espaciais.

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