Carolina Antunes/PR
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DF e Rio Grande do Sul têm aumento de mais de 40% de mortes em uma semana

No mesmo período, Santa Catarina viu seu número de infectados subir 24%, e o Mato Grosso, 20%; dados são do Ministério da Saúde e compreendem as semanas epidemiológicas 27 (28 de junho a 4 de julho) e 28 (5 a 11 de julho)

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2020 | 23h19

O Sul e o Centro-Oeste são as duas regiões que mais preocupam o Ministério da Saúde atualmente, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, em coletiva realizada nesta quarta-feira, 15. O Distrito Federal teve um aumento de 49% de mortes por coronavírus de uma semana epidemiológica para outra, e o Rio Grande do Sul, 42%. No mesmo período, Santa Catarina viu seu número de infectados subir 24%, e o Mato Grosso, 20%. Os dados são do Ministério da Saúde e compreendem as semanas epidemiológicas 27 (28 de junho a 4 de julho) e 28 (5 a 11 de julho).

O Estadão mostrou na terça que uma série de indicadores mostra como a covid-19 começou a afetar de forma mais intensa as Regiões Sul e Centro-Oeste, que até agora pareciam ter sido poupadas de epidemias locais em grande escala.

No total, 75,5 mil pessoas morreram por causa da covid-19 e mais de 1,9 milhão pessoas foram infectadas no País, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. Apesar dos altos números que o Brasil vem registrando, Medeiros diz que o País é um exemplo na condução da pandemia.

O secretário de Vigilância atribui o alto número de casos ao maior número de testagens. "No início da pandemia, a testagem era feita em pacientes internados, os casos mais graves. Consequentemente agora, que começamos a testar de maneira mais intensa, você encontra casos não tão graves da covid-19."

Ele evitou emitir comentários sobre a reabertura da economia em diversas cidades, restringindo-se a dizer que o Ministério da Saúde está dando as diretrizes de prevenção, mas que a decisão cabe aos gestores locais.

Já sobre o número de mortos, Medeiros prefere focar no outro lado. "É uma opção se você prefere olhar dados de óbitos ou de vida, de fazer relatos sobre quem morreu ou quem alcançou sua recuperação. É sobre vida e sobre saúde que estamos falando, é sob essa perspectiva que falamos."

O Brasil é o segundo do mundo com maior número de casos e mortes por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 3,4 milhões de infecções confirmadas e 137 mil óbitos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Diversos especialistas já disseram que o Brasil errou na condução da pandemia ao subestimar a doença e por haver divergências entre governos federal e estaduais. E, há dois meses, o Ministério da Saúde está sob o comando interino do general Eduardo Pazuello. 

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