Diabete custa US$ 200 bilhões por ano nos Estados Unidos

Doença está se tornando uma das mais comuns do mundo e, com isso, cresce também seu custo financeiro

AP

18 de novembro de 2008 | 17h57

A diabete está se tornando uma das doenças mais comuns do mundo e, com isso, seu custo financeiro também está aumentando para cerca de US$ 200 bilhões apenas nos Estados Unidos.  Um novo estudo, divulgado nesta terça-feira, 18, exclusivamente para a Associated Press, coloca o total de gastos com a doença em US$ 218 bilhões no último ano - a primeira estimativa do ônus financeiro da diabete, de acordo com a companhia farmacêutica Novo Nordisk A/S, que pagou pelo estudo.  Esse número inclui cuidados médicos diretos, de insulina a amputações e internações, e custos indiretos como a perda de produtividade e aposentadoria precoce.  O estudo, conduzido por Lewin Group consultants, estima custos para a sociedade de pessoas que têm diabete de tipo 1 ou 2 em US$ 174.4 bilhões, um total anteriormente relatado pela Novo Nordisk, a maior produtora de insulina do mundo. O estudo foi feito em parceria com a Associação Americana de Diabete.  O novo estudo acrescenta estimativas para pessoas que ainda não foram diagnosticadas (US$ 18 bilhões), mulheres de desenvolvem diabete temporariamente durante a gestação (US$ 636 milhões) e aqueles no caminho para o desenvolvimento da doença, uma condição a cada dia mais comum chamada de pré-diabete (US$ 25 bilhões). "A diabete não diminuiu ou se estabilizou, e as taxas de mortalidade continuam a crescer", disse Dana Haza, diretora nacional do programa Changing Diabetes, um esforço que a Novo Nordisk começou em 2005 para prevenir a doença.  Entre as pessoas que sabem que têm diabete, o novo estudo estimou que foram gastos US$ 10,5 bilhões em tratamentos médicos e US$ 4,4 em custos indiretos para pessoas que tinham o tipo 1 da doença, geralmente começa quando são jovens e tem vínculo genético. Cerca de 6% dos 17,5 milhões de americanos são diagnosticados com diabete desse tipo.  Para as pessoas que tinham o tipo 2 da doença, geralmente adquirida depois de adulto e por um "grupo de risco", o estudo estimou custos de US$ 105,7 bilhões de gastos médicos diretos e de US$ 53,8 de custos indiretos.

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