Diabete na mãe aumenta riscos para o bebê, diz estudo

Chances de diabéticas terem crianças com problemas são quatro vezes maiores que em outras mulheres

AP

30 de julho de 2008 | 17h11

Mulheres diabéticas que engravidam têm de três a quatro vezes mais chances de terem filhos com algum tipo de deficiência que outras mulheres, disse uma pesquisa do governo norte-americano. O estudo é o maior de seu tipo, e fornece informações mais detalhadas sobre os cerca de 40 tipos de problemas que podem ocorrer aos bebês de mães diabéticas, incluindo problemas cardíacos, falta de rins e deformidades na espinha.  A lista dos problemas é surpreendentemente muito mais longa do que anteriormente se acreditava, disse Janis Biermann, vice-presidente da educação e saúde da Fundação March of Dimes. "Ela acrescenta mais informação sobre tipos específicos de problemas de nascença associados à diabete materna", disse Biermann.  Pesquisadores do Centros de Prevenção e Controle de Doenças foram responsáveis pelo estudo, publicado no jornal Obstetrics and Gynecology. Defeitos de nascença afetam um a cada 33 bebês nascidos nos Estados Unidos, e causam uma a cada cinco mortes de crianças. A causa da maior parte dos problemas não é conhecida, mas alguns fatores de risco incluem obesidade, bebidas alcoólicas, tabagismo e infecções.  Médicos conhecem há décadas a ameaça que a diabete oferece para a gravidez. Pesquisas anteriores se concentraram na ameaça para os bebês do excesso de glicose circulando no útero de uma mãe diabética.  O novo estudo foi feito a partir de dados de 13 mil nascimentos com grandes problemas entre 1997 e 2003 em 10 Estados dos Estados Unidos - Arkansas, Califórnia, Georgia, Iowa, Massachusetts, New Jersey, New York, North Carolina, Texas e Utah. O estudo descobriu que a diabete não estava envolvida em 93% dos defeitos de nascença.  Cerca de 2% das crianças com um único problema nasceram de mães que já tinham diabete antes da gravidez e cerca de 5% das com problemas múltiplos nasceram de mães com essa condição.

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