Ayrton Vignola/ Agência Estado
Ayrton Vignola/ Agência Estado

Diagnosticada com coronavírus, cirurgiã Angelita Habr-Gama segue internada

Ministro chegou a lamentar de forma equivocada morte da médica, mas hospital disse que quadro da paciente é estável

João Prata, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2020 | 20h25

A médica Angelita Habr-Gama continua internada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, e apresenta quadro estável. Na coletiva de imprensa desta terça-feira, 31, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, se equivocou e chegou a lamentar a morte da cirurgiã, o que assustou a comunidade médica.

"O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informa que a paciente Profa. Dra. Angelita Habr-Gama segue internada em Unidade de Terapia Intensiva da Instituição, para tratamento de infecção pelo Coronavírus Covid-19. A paciente apresenta quadro clínico estável nas últimas 24 horas", informou o hospital, em nota.

Angelita é professora titular de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e referência mundial em coloproctologia, estudo das doenças do intestino grosso, do reto e ânus. Foi a primeira mulher a chefiar o Departamento de Cirurgia da USP e também fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci).

Nascida na Ilha de Marajó, Pará, ela entrou na faculdade de Medicina em 1952, aos 19 anos. Na carreira, já ganhou mais de 50 prêmio científicos. Entre as muitas homenagens recebidas, destacam-se o "Mérito Santos-Dumont", concedido pelo governo do Estado de Minas Gerais, e a "Medalha do Pacificador”, concedida pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

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