Dicas para o recém-diagnosticado
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Dicas para o recém-diagnosticado

Após o diagnóstico de câncer, a jornalista Adriana Moreira passou a compartilhar suas experiências com a doença; confira um pouco do que ela aprendeu nesse processo

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2021 | 07h30

Receber um diagnóstico de câncer – seja seu ou de uma pessoa querida – é sempre um choque. Fazer planos para o futuro, de repente, parece algo ambicioso, e o mundo se resume a uma única pergunta: o que vai acontecer agora?

O tempo de espera entre o exame da biópsia do meu nódulo na mama esquerda e o resultado foi o suficiente para eu criar, na minha imaginação, inúmeras possibilidades de como seria minha vida caso o tumor fosse maligno (o que de fato era). O que aconteceria a curto prazo, de certa forma, eu sabia: minha mãe havia passado por um câncer de mama há dez anos e eu fiquei ao lado dela durante todo o tratamento.

Mas, curiosamente, foi essa experiência prévia que me ajudou a manter a calma. Sabia que a fase da quimioterapia era chata, cheia de altos e baixos, e que o câncer pode sim ter um final feliz: hoje, minha mãe está bem. Compartilhar minha experiência com o câncer de mama no blog Tenho Câncer. E Agora? é uma maneira de dividir meu aprendizado sobre a doença com quem está passando por algo semelhante.

Por isso, criei aqui uma lista com quatro dicas fundamentais que vão ajudar os recém-diagnosticados a passar por essa fase.

1 Tenha paciência

Estamos habituados a viver na correria, atrasados pra tudo, sempre tentando ganhar tempo. Mas nosso corpo tem tempo próprio, e não adianta apressá-lo. Aguardar resultados de exames é uma tortura, a vontade é que o intervalo entre químios seja o menor possível. O tratamento parece não terminar nunca. Ter pressa, no entanto, só vai aumentar a ansiedade e não vai acelerar em nada o processo. Aceite que algumas coisas fogem ao nosso controle e só nos resta mesmo esperar. Esse é o mantra fundamental para o paciente com câncer.

2 Tenha pressa

Paciência para o que não está a seu alcance, pressa para o que está: não enrole para começar o tratamento, fazer a cirurgia ou agendar qualquer exame solicitado. Coloque na cabeça que a prioridade agora é sua saúde, não a reunião de trabalho, aquela viagem dos sonhos ou o aniver­sário de sua avó. O que não for relacionado a seu tratamento fica em segundo plano e não é egoísmo, mas necessidade e sabedoria. Aprenda a se colocar como prioridade.

3 Não tenha vergonha de pedir ajuda

O paciente com câncer precisa de apoio emocional, psicológico e também físico. Especialmente quem faz quimioterapia: há dias difíceis de levantar, outros difíceis de comer. Família e amigos serão fundamentais nesse processo: divida o que você sente com eles, sem medo de preocupar alguém ou de ser um “fardo”. Não há nada de errado em pedir ajuda e isso não te faz fraco. Pelo contrário: esse apoio vai te fortalecer física e psicologicamente.

4 Confie em seu médico

O câncer é cheio de nuances e há abordagens distintas para cada caso – o tratamento da minha mãe, por exemplo, foi bem diferente do meu. Não tenha vergonha de perguntar (nem de contar) nada para seu médico: vale até fazer anotações para não esquecer de fazer nenhuma pergunta na consulta. Se quiser investir em alguma terapia alternativa em paralelo, abra o jogo com ele para que não haja prejuízo no tratamento convencional.

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