Dilma diz que investirá R$ 5,5 bi para ampliar infraestrutura do SUS

'Saúde e educação precisam de bons professores, bons médicos', afirma a presidente

Laís Alegretti e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2013 | 12h50

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta quarta-feira, 10, que investirá R$ 5,5 bilhões para ampliar a infraestrutura da rede do Sistema de Único de Saúde (SUS).  Dilma discursou na 6ª Marcha em Defesa dos Municípios, onde anunciou R$ 3 bilhões para os municípios.

Dilma afirmou que queria anunciar mais recursos para a saúde. Para isso, o governo federal vai aumentar o valor do Piso da Atenção Básica (PAB) por habitante. "Esse é o repasse que não depende do número de equipes de saúde do município. Corresponderá a uma ampliação de R$ 600 milhões por ano, que o governo federal transfere para custeio."

Segundo a presidente, governo federal, Estados e municípios precisam fazer um "esforço grande" para atender questões emergenciais da população, como os problemas enfrentados na área de saúde, já que "não tem nada mais valoroso para alguém que o seu direito à vida". "Esse programa Mais Médicos precisa emergencialmente, em termos de urgência, da parceria entre todos nós. Nós juntos conseguimos progressivamente melhorar a gestão, a qualidade do atendimento. Vocês são prefeitos, como eu sou presidenta, vocês sabem que não tem milagre", disse Dilma. "E quem falar que tem milagre na gestão pública, quem falar que tem milagre, sabe que não é verdade. Agora, nós precisamos fazer um esforço muito grande para atender àquilo que é emergencial e ao mesmo tempo olhar como nós resolvemos a questão do financiamento da saúde, da educação e dos serviços públicos."

Equipes de saúde. A presidente disse que, com esse esforço que está sendo feito na área de saúde, o governo se compromete a resolver uma questão que é candente no Brasil, destacando que no País há 700 municípios que não têm médicos. Segundo ela, por isso, os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, explicaram nessa terça-feira, 9, o custeio integral de mais médicos nos postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), especialmente no interior, nos municípios pequenos, abaixo de 50 mil habitantes.

Segundo Dilma, além do pagamento dos médicos, o governo federal vai repassar mais R$ 4 mil por mês para os municípios utilizarem no custeio da equipe de saúde, enfermeiro, técnico de enfermagem ou na manutenção do próprio posto de saúde.

Ela anunciou ainda o investimento de R$ 5,5 bilhões para ampliar a infraestrutura da rede do SUS. Além disso, lembrou a presidente, o governo antecipou em 18 meses o recurso do Fundeb, custeando creches.

Educação. "Saúde e educação precisam de bons professores, bons médicos", disse ainda a presidente, que destacou a proposta que destina os recursos dos royalties para a educação. "O Brasil precisa de mais educação. Onde tem mais recursos são os royalties. O critério de repartição tem de ser o mais equânime, o mais equilibrado e o mais democrático (entre os municípios)."

A presidente disse que é impossível que no Brasil os professores não sejam pagos de forma adequada, por isso é tão importante a questão dos royalties do petróleo para o presente e o futuro do País.

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