Dinheiro pode sim comprar alguma felicidade, mostra estudo

A felicidade aumenta com a renda, mas o efeito se estabiliza aos US$ 75.000

Associated Press,

06 Setembro 2010 | 16h23

Dizem que dinheiro não compra felicidade. Mas isso não é exatamente verdade. O bem-estar emocional das pessoas - a felicidade - aumenta junto com a renda até cerca de US$ 75.000 (R$ 130.000) anuais, informam pesquisadores na edição desta terça-feira, 6, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Para quem ganha menos do que isso, disse Angus Deaton, economista da Universidade Princeton, "é difícil ser feliz".

Deaton e Daniel Kahneman analisaram pesquisas realizadas com 450.000 americanos entre 2008 e 2009 para o Índice Gallup-Healthways de Bem-Estar, que incluem perguntas sobre a felicidade cotidiana e o nível geral de satisfação.

 

A felicidade aumenta com a renda, mas o efeito se estabiliza aos US$ 75.000, disse Deaton. Por outro lado, o nível geral do senso de sucesso aumenta à medida que a renda sobe acima desse ponto. "Dar às pessoas mais renda além dos 75 mil não vai fazer muito para melhorar o humor no dia a dia... mas vai fazer com que sintam que têm uma vida melhor", disse Deaton.

 

Kahneman, um psicólogo que já recebeu um Prêmio Nobel, e Deaton realizaram o estudo para descobrir como o crescimento econômico e as políticas econômicas afetam as pessoas. Existem questionamentos sobre o valor do crescimento para os indivíduos, e a dúvida está longe de ser resolvida, reconhece Deaton. Mas acrescenta: "Trabalhar neste artigo me trouxe muito bem-estar emocional. Como economista, tendo a imaginar que o dinheiro é bom para as pessoas, e estou satisfeito em encontrar alguma evidência disso".

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