Dinossauros respiravam como pingüins, diz estudo

Pesquisa britânica descobriu em fósseis estruturas ósseas semelhantes às das aves.

Helen Briggs, BBC

07 de novembro de 2007 | 21h05

Uma pesquisa da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriu que dinossauros como o Velociraptor respiravam como o pingüim.Segundo cientistas, estudos em fósseis demonstraram que estes dinossauros tinham o sistema respiratório mais eficiente entre todos os animais, que fornecia oxigênio a seus corpos e aumentava a sua velocidade quando corriam atrás das presas.Os carnívoros bípedes tinham bolsas de ar, ventiladas por minúsculos ossos que moviam as costelas para cima e para baixo."O fato de encontrarmos estas estruturas em aves modernas e em seus ancestrais já extintos sugere que estes dinossauros corredores tinham um sistema respiratório eficiente e serve de apoio à teoria de que eles eram animais muito ativos, que poderiam correr relativamente rápido quando perseguiam suas presas", disse Jonathan Codd, cientista que chefiou a pesquisa."(Estas estruturas) fornecem um mecanismo para facilitar uma respiração semelhante a de aves em dinossauros que não eram semelhantes às aves, e isso ocorreu bem antes da evolução para o vôo", afirmou o cientista à BBC.As informações, publicadas na revista especializada Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, poderão fornecer pistas de como os dinossauros evoluíram e como eles poderiam ter vivido.Aves modernas têm um sistema respiratório muito especializado, constituído por um pulmão pequeno e rígido e nove bolsas de ar em volta.O movimento do esterno e das costelas move o ar pelo sistema. Pequenas projeções ósseas que saem das costelas, em formato de garras, também têm um papel importante na respiração e na locomoção.Os pequenos ossos funcionam como alavancas para mover as costelas e o esterno durante a respiração. Eles se adaptaram em diferentes tipos de aves para lidar com suas diferentes necessidades.Os ossos são mais curtos em corredores como avestruzes, que não precisam de grandes músculos peitorais para o vôo. Têm tamanho intermediário em aves voadoras e são mais longos em aves mergulhadoras, como o pingüim.Os cientistas de Manchester estudaram muitos fósseis de dinossauros e aves extintas como o Arqueopterix e compararam estes fósseis com esqueletos de aves modernas.Eles encontraram estas pequenas projeções ósseas em formato de garras nas costelas de todos, dos ancestrais das aves, dos dinossauros e nas espécies modernas."Os dinossauros que estudamos a partir dos registros dos fósseis tinham longas projeções ósseas em formato de garra, saindo das costelas, parecidas com as das aves mergulhadoras", disse Jonathan Codd."Isto sugere que dinossauros precisavam e as aves mergulhadoras precisam destas projeções ósseas mais longas para ajudar na respiração", acrescentou.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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