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Direção de hospital no Paraná quer afastamento de delegada

Advogado diz que o mandado de prisão de médica deveria ser cumprido no endereço residencial

Julio Cesar Lima, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 19h57

CURITIBA - A suposta quebra do sigilo de justiça que envolve a prisão da médica Virgínia Soares de Souza, suspeita de provocar a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, pode gerar o afastamento da delegada do Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, do caso.

A assessoria jurídica do Hospital Evangélico apontou problemas na abordagem do caso, quando a polícia entrou no hospital pela manhã e, na frente de funcionários e pacientes, levou a médica presa na manhã do último dia 19. O advogado Gláucio Pereira disse que o mandado deveria ser cumprido no endereço residencial da médica e que houve uma "espetacularização da polícia e da mídia, o que tornou o caso público".

"Entre outras medidas estamos pedindo à Secretaria de Estado da Segurança a instauração de processos internos sobre violações de segredo de justiça, além de representação contra a delegada junto ao juiz da Vara Criminal", disse, durante conversa com jornalistas na tarde desta segunda-feira. Ele lembrou que entre os seis prontuários de pacientes atendidos entre os dias 24 e 28 de janeiro deste ano continha o de um paciente que está vivo. "Felizmente é uma pessoa que se recuperou e está viva", afirmou.

O diretor do hospital, Luiz Felipe Mendes revelou também que a UTI está desativada desde o sábado. "Estamos contratando pessoal para que ela retome as atividades nesta semana. Os profissionais (47) foram realocados para outros setores". Além dessa ameaça do hospital, Paula corre o risco de sanções por parte da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR). Segundo a defesa da médica, por não seguir ordem judicial e entregar a cópia integral, com prontuários, áudios e vídeos do processo desde a semana passada.

Defesa

O advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad, entregou durante a tarde desta segunda um pedido de assistência ao presidente da Comissão de Defesa de Prerrogativa da OAB-PR. Segundo ele, a polícia tem descumprido ordem judicial ao não entregar toda documentação relativa ao processo que incrimina a médica. "Isso não pode acontecer, principalmente pelo fato dela já estar presa. Estão negando o direito básico, que é o acesso aos autos", disse.

O presidente da comissão, Edward Carvalho, disse que houve abuso de autoridade. "Houve uma desobediência por parte da delegada, pois o juiz deu autorização para que a defesa tivesse acesso a toda documentação, o que foi descumprida", disse. Por causa disso, a delegada pode ser levada à Corregedoria da Polícia Civil. A assessoria da polícia, porém, negou que houvesse algum tipo de desrespeito judicial no desenrolar do processo e alegou que as regras estão sendo respeitadas.

Prisão

Nesta segunda-feira (25), uma enfermeira - que não teve o nome divulgado - que trabalhava com Virgínia na UTI do Hospital Evangélico, se apresentou na sede da Nucrisa acompanhada do advogado Jeferson Hedder dos Reis. Ela foi levada para o Centro de Triagem, na capital paranaense, depois de três horas de depoimentos. Com a prisão da enfermeira, sobe para cinco o número de detidos desde o dia 19, quando Virgínia foi presa. Na tarde de sábado foram detidos Anderson de Freitas, Edson Anselmo e Maria Israela Bocato.

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