Discovery deixa Estação Espacial em retorno à Terra

Nave encerra 11 dias de atribulada visita que inclui a entrega de módulo e perigoso conserto na ISS

Reuters e Efe,

05 de novembro de 2007 | 10h26

O ônibus espacial Discovery deixou na segunda-feira, 5, a Estação Espacial Internacional, encerrando 11 dias de uma atribulada visita que inclui a entrega de um novo compartimento do complexo orbital e um complicado conserto num painel de energia solar. Sob comando do piloto George Zamka, o Discovery se soltou delicadamente da estação, 348 quilômetros acima do oceano Pacífico, iniciando a viagem de dois dias até a Terra. "Nave partindo", disse a comandante da estação, Peggy Whitson, badalando um sino de navio - saudação naval que se tornou tradição também no complexo espacial. "Obrigada, pessoal, pelo módulo (italiano Harmony, trazido pelo Discovery) e por toda a sua ajuda", disse ela por rádio ao ônibus. O Discovery ainda deveria dar uma volta em torno da estação para tirar fotos para estudo por parte de engenheiros da Nasa. Em seguida, se afastaria a cerca de 65 quilômetros para uma inspeção final do escudo antitérmico do próprio ônibus. O Discovery, que se acoplou à ISS em 25 de outubro, levou o módulo italiano Harmony e realizou diversos projetos na plataforma orbital, que tem a participação de 16 nações e um orçamento de US$ 100 bilhões. A nave partiu no dia 23 do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde deve pousar na tarde de quarta-feira. No domingo, quando foi fechada a escotilha de separação, houve uma chorosa despedida entre os sete astronautas que voltam no ônibus e os três que ficam na estação.  Caminhada arriscada Na terceira caminhada, os astronautas colocaram uma viga com painéis solares, de quase 15 toneladas e 35 metros de comprimento, no exterior da ISS. Quando os painéis foram colocados, ocorreu uma avaria que os astronautas Scott Parazynski e Doug Wheelock consertaram com sucesso na quarta caminhada, considerada de "muito risco", pois foi realizada da escotilha de entrada da ISS. Dina Contella, responsável de missões extraveiculares da Nasa, descreveu a caminhada como "a mais perigosa e excitante" que tinha visto "em uns 12 anos". Parazynski fez os consertos preso em uma extensão de um braço robótico de quase 30 metros de comprimento a apenas alguns centímetros de distância dos painéis, pelos quais passava uma corrente de mais de 100 volts. Se o problema não tivesse sido resolvido, a ISS não teria sido capaz de gerar energia suficiente para dar apoio ao novo equipamento que deve chegar à ISS nas próximas missões, como o laboratório europeu que chegará em dezembro a bordo da nave Atlantis e o japonês que irá em fevereiro. A atual missão do Discovery - que também levou à ISS o engenheiro de vôo Daniel Tani, em substituição do astronauta Clayton Anderson, que tinha chegado ao posto orbital em junho - durou dois dias a mais que o previsto. Entre outros, esta missão do Discovery passará para a história pelo fato de que tanto a nave quanto a ISS foram comandadas por mulheres, Pamela Melroy e Peggy Whitson, respectivamente.

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