Dispositivo da Nasa poderá ser aliado contra a catarata

Tecnologia das naves espaciais servirá para detectar a possibilidade de uma catarata antes que ela apareça

AP,

19 de janeiro de 2009 | 21h26

A ciência das naves espaciais pode logo chegar a um oftalmologista perto de você: pesquisadores estão usando um dispositivo da Nasa para finalmente dizer se a catarata está crescendo antes que a visão de alguém desapareça.  É uma história de ciência "tiro no escuro" que terminou bem, em um procedimento não invasivo que diz quando os olhos estão perdendo o componente natural que impede que as cataratas apareçam.  Isso traz o potencial de luta contra a maior causa mundial de perda de visão. Saber que seus olhos estão vulneráveis poderia fazer com que as pessoas tomassem passos simples para reduzir o risco, como evitar fumaça de cigarro, usar óculos de sol e melhorar a dieta.  O mais intrigante é que o dispositivo permite testes mais fáceis para verificar de determinados medicamentos previnem ou retardam a formação da catarata. Estudos envolvendo astronautas - cujos voos os colocam em alto risco - e civis podem começar ainda este ano.  Não ligue para a sua clinica ainda: o governo dos Estados Unidos tem apenas alguns protótipos do dispositivo e nenhum produtor comercial se ofereceu para produzir comercialmente ainda. Mas médicos da Universidade Johns Hopkins já começaram o uso experimental para ver como o exame pode se encaixar no tratamento de uma variedade de pacientes.  "É como um sistema de alarme antecipado", disse Manuel Datiles III do National Eye Institute, que liderou o estudo em 235 pessoas que descobriu que a técnica pode funcionar.  Na pesquisa, explicou o pesquisador, "o que estávamos realmente olhando era a reserva de alfa-cristalino." Ele pode "reparar qualquer dano se houver uma certa concentração. Se diminuir abaixo desse nível então penso que o jogo se acaba." E agora? A Nasa e o NIH planejam separadamente estudar se formulações especiais de antioxidantes - nutrientes que lutam contra o envelhecimento dos tecidos - podem retardar a perda de alfa-cristalino.  Datiles já usou o teste para diagnosticar o início da catarata em alguns pacientes cujos médicos não viam nenhum outro motivo para a piora de suas visões.

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