Distração prejudica memória de idosos, diz estudo

O estudo comparou 10 pessoas saudáveis de 60 a 70 anos com doze voluntários de 22 a 36

AP,

27 de novembro de 2008 | 18h59

Leituras do cérebro de idosos, feitas em uma máquina barulhenta, dão sustentação biológica á idéia de que a distração prejudica a memória com o avanço da idade, informam cientistas.   A descoberta reforça a teoria de que um dos motivos pelos quais a memória enfraquece com a idade é que pessoas mais velhas se distraem mais facilmente ao tentar aprender algo de que precisarão se lembrar mais tarde.   O exercício de memória descrito na edição mais recente do Journal of Neuroscience trata do reconhecimento de rostos, mas a descoberta se aplica à tarefa mais geral de tentar lembrar algo visto ou ouvido, disse o principal autor do trabalho, Dale Stevens.   Stevens, pesquisador de Harvard, realizou o estudo quando estava no Rotman Research Institute, afiliado à Universidade de Toronto.   Pessoas idosas que precisam aprender algo deveriam se concentrar o máximo possível na tarefa e eliminar todas as distrações possíveis, sugeriu ele.   O estudo comparou 10 pessoas saudáveis de 60 a 70 anos com doze voluntários de 22 a 36. Os cérebros foram estudados enquanto olhavam para fotografias de desconhecidos. Cada vez que um rosto aparecia, o voluntário tinha de responder se já havia visto aquela face antes.   Ao todo, foram apresentados 180 rostos diferentes, dos quais 120 apareceram duas vezes. Os participantes mais velhos deixaram de reconhecer um rosto repetido em 43% das vezes, ante 26% dos mais jovens.   O aparelho usado para medir a atividade do cérebro durante a tarefa é barulhento, e os resultados mostraram que o barulho representava um fator de distração maior para os mais idosos.

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