Distribuição de kit para medir carga viral está parada

Houve atraso na conclusão de nova licitação. A explicação não é nova para o risco de faltar algum produto que o Ministério da Saúde deveria distribuir regularmente. O problema, no entanto, volta a atingir portadores de HIV, que em vários Estados correm o risco de ficar sem os kits para o acompanhamento da carga viral. O mesmo ocorreu em junho do ano passado, quando houve desabastecimento. O Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/AIDS) divulgou recentemente uma nota técnica recomendando às secretarias estaduais que estão com baixos estoques que suspendam a coleta dos testes, até que o abastecimento esteja regularizado - o que só deverá ocorrer num prazo mínimo de um mês. De acordo com a diretora do programa, Mariângela Simão, pelo menos quatro Estados - Santa Catarina, Rio, Ceará e Piauí - estão nessa situação. O teste permite o acompanhamento da evolução da quantidade do vírus HIV nos pacientes soropositivos. ?Você usa a carga viral para ver se o esquema terapêutico está funcionando bem ou não?, disse Mariângela. Os portadores fazem três exames por ano. Em 2005, de acordo com dados do Ministério, foram 354.849 testes de carga viral em todo Brasil. Até meados deste ano, foram 216.422 testes. A diretora do PN-DST/AIDS disse que três laboratórios forneciam os kits e o governo decidiu realizar uma nova licitação para baixar o preço do produto. ?O Brasil estava dividido em três regiões. Cada laboratório pegava um pedaço.? A licitação marcada para o dia 3 de outubro foi cancelada por questionamento das empresas concorrentes e só ocorreu nos dias 25 e 26. O processo licitatório, segundo Mariângela, conseguiu reduzir de US$ 29 para US$ 10,49 o custo de cada teste. ?Evidentemente que as empresas (derrotadas) entraram com recursos. E é nessa fase que estamos, de resposta aos recursos, mas esperamos assinar o contrato na semana que vem?, afirmou. A partir da assinatura do contrato, o laboratório vencedor tem até 30 dias para implantar a metodologia em todo o País. A diretora do PN-DST/AIDS observou que terão prioridade os Estados que estão com falta de kits. ?A gente está fazendo um esforço enorme para regularizar, abastecer logo.? Rachel Baccarini, coordenadora do Programa de DST/Aids da Secretaria da Saúde de Minas, disse que a rede estadual ainda tem uma ?reserva técnica?. Ela assegurou que o ?atraso de alguns dias na realização dos exames não causa transtorno agudo? aos pacientes. ?Mas, para garantir que não vai faltar, vamos racionalizar.?

Agencia Estado,

08 de novembro de 2006 | 11h26

Tudo o que sabemos sobre:
notícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.