Distribuição de kits de teste de dengue é regularizada

A partir desta terça-feira, 150 kits de teste de dengue importados pelo Ministério da Saúde começam a ser distribuídos aos estados brasileiros. Há 4.173 casos de dengue confirmados só no Estado de São Paulo neste ano. A demora foi devido ao cumprimento de exigências da Receita Federal, encarregada de conferir o produto e a documentação. Após a fiscalização os kits serão liberados para a Central Nacional de Distribuição de Medicamentos (Cenadi), que os repassará aos estados. Assim todos os laboratórios brasileiros serão novamente capazes de realizar o teste que indica se o paciente com sintomas típicos de dengue teve ou não contato com o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. O primeiro lote faz parte de uma remessa de 300 kits adquiridos pelo ministério. No decorrer da semana, outro lote, de 150 unidades, estará liberado para distribuição. Padrão ouro A falta dos kits fornecidos pela Fiocruz, verificada na semana passada, não trouxe prejuízos ao controle da doença no país. Isso porque foi utilizada técnica de Mac-Elisa, considerada padrão ouro pelo Ministério da Saúde. O procedimento, realizado através de uma combinação de reagentes, tem sido executado em todo o território brasileiro. Produzido pelo Instituto Evandro Chagas, referência nacional, o teste de Mac-Elisa está disponível em laboratórios de saúde pública de todos os estados. A diferença entre os testes está no tempo de obtenção do resultado. Enquanto a metodologia de Mac-Elisa demora cerca de dois dias para apresentar o diagnóstico, o de Bio-Manguinhos o define em aproximadamente quatro horas. Fiocruz Problemas de conformidade na fabricação dos kits impediram que a Fiocruz cumprisse o prazo de entrega das unidades ao Ministério da Saúde. Assim que essa etapa for superada, o instituto regularizará o fornecimento do material. O Ministério da Saúde esclarece que o importante não é o tempo de obtenção do resultado do teste de diagnóstico, mas sim tê-lo à disposição, permitindo que se faça o controle sobre a incidência de casos de dengue no país. O exame de sorologia - feito pelo kit - é posterior ao tratamento, uma vez que o indivíduo só faz o teste depois que a febre passa. O teste, portanto, não interfere no diagnóstico e muito menos na cura da doença, que deve ser comprovada por meio de exames clínicos tradicionais. Cieves O Ministério da Saúde recebe informações diárias sobre os casos da doença em todo o país. Esse processo ficará ainda mais dinâmico com a recém-iniciada operação do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cieves), que dá respostas imediatas às emergências epidemiológicas. O Cieves é uma "sala de situações" com recursos tecnológicos de ponta, onde especialistas acompanham, 24 horas por dia, as notificações de emergências epidemiológicas, a partir do alerta de secretarias estaduais e municipais de saúde, profissionais e serviços de saúde em todo o país. Dessa forma, é possível adotar, em tempo oportuno, medidas para prevenção e controle das doenças. Assim, a secretaria estadual ou municipal de Saúde pode adotar, de forma ágil, as medidas adequadas para a investigação epidemiológica e bloqueio da disseminação de doenças. O Ministério da Saúde acompanha, por meio do Ceivs, o comportamento epidemiológico de dengue e outras doenças e envia equipes treinadas para detecção e resposta de surtos, sempre que necessário.

Agencia Estado,

04 de abril de 2006 | 10h04

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