Doação de órgãos avança no País, mas fica 5% abaixo da meta

Relatório aponta como um dos principais problemas a taxa de não autorização familiar; a recusa, segundo associação, é de 46%

O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 22h29

A taxa de doação de órgãos em 2014 ficou 5% abaixo da meta inicialmente estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). O índice alcançado foi 14,2 doadores por milhão de população (pmp). O esperado era ter, pelo menos, 15 pmp. 

Isso significa que o objetivo principal, de alcançar 20 doadores pmp em 2017, dificilmente será alcançado. Embora abaixo do que seria considerado ideal, a taxa de 2014 é significativamente superior à que havia sido identificada em anos anteriores. Em 2007, por exemplo, a relação era de 6,3 PM. 

O relatório da ABTO aponta como um dos principais problemas a taxa de não autorização familiar. A recusa, de acordo com o trabalho, é de 46%. A meta é chegar a 30%. Outro problema identificado é a taxa da parada cardíaca, de 14,5%. No ano passado, foram realizados 2.013 transplantes de medula óssea, a maior parte deles do próprio paciente. 

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