Doação de órgãos era contraindicada no caso da jovem de Cabo Frio

Jovem de 19 anos que aguardava transplante morreu no último sábado

Fabiana Marchezi, do estadão.com.br

10 de maio de 2010 | 15h11

São Paulo - O coordenador da Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro, Eduardo Rocha, informou na tarde desta segunda-feira, 10, os motivos que impediram a doação de órgãos da jovem de 19 anos que morreu no último sábado em Cabo Frio. De acordo com Rocha, a jovem teve politraumatismo e extenso traumatismo craniano, com grande hemorragia e inchaço do cérebro, provocando o choque circulatório, o que impede que os órgãos recebam a irrigação necessária para continuar funcionando a ponto de serem transplantados.

 

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O coordenador da Central esclareceu que a paciente já chegou com esse quadro ao hospital e tinha, portanto, contraindicação clínica para ser doadora desde o início, independente de qualquer tipo de exame.

 

Rocha ainda ressaltou que a equipe médica do hospital onde a paciente se encontra foi informada da impossibilidade da doação, logo que passou o diagnóstico clínico da paciente e que, mesmo sendo função da equipe médica da unidade conversar com a família para explicar o que estava ocorrendo, funcionários da Central de Transplantes tentaram, ontem, entrar em contato com os familiares, por meio de telefone, mas os números fornecidos pelo hospital não atendiam.

 

O coordenador disse também que a causa do descarte da doação neste caso é relativamente comum (instabilidade hemodinâmica)e configura-se entre as principais causas de não-doação no Estado, ao lado das negativas familiares e dos quadros de infecção dos potenciais doadores.

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