Doações e de transplantes de órgãos crescem 30% em SP

Entre janeiro e maio, foram feitas 1.044 cirurgias, contra 793 no mesmo período de 2009

Agência Brasil

16 Junho 2010 | 10h54

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo registrou um crescimento de cerca de 30% no número de doadores de órgãos e de transplantes realizados nos primeiros cinco meses do ano. Entre janeiro e maio, foram feitos 1.044 transplantes. No mesmo período de 2009, essa quantidade chegava a 793.

 

Os dados integram um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde com base na Central de Transplantes, que revela que o número de doadores cresceu 34,5%, saltando de 284 pessoas nos primeiros meses de 2009 para 382 este ano.

 

A secretaria atribui os resultados positivos ao aprimoramento do trabalho de captação de órgãos nos hospitais e à implantação de um novo projeto que criou coordenadores intra-hospitalares de doação e transplante em 31 estabelecimentos paulistas. São esses profissionais os responsáveis por identificar potenciais doadores e acompanhar todos os exames necessários à operação.

 

Ainda de acordo com a secretaria, as cirurgias de pulmão quase triplicaram, passando de 12 para 32. Já os transplantes de rim cresceram 41%, aumentando de 441 para 622, e os de fígado subiram 19,3%, de 243 para 290. Já os transplantes de pâncreas e de coração permaneceram praticamente estáveis.

 

Nos primeiros cinco meses de 2009, foram feitos 59 transplantes de pâncreas e 54 no mesmo período deste ano. Nos casos de transplante de coração, foram 41 em 2009 contra 43 este ano.

 

Uma análise detalhada dos 7.580 procedimentos realizados durante todo o ano passado também mostrou que um a cada cinco pacientes transplantados em hospitais paulistas em 2009 vinha de outros Estados brasileiros.

 

Dos 1.632 pacientes que se encaixam nessa situação, 619 declararam morar no Rio de Janeiro. Outros 315 residiam em Minas Gerais. Em seguida vêm os baianos (101) e os goianos (55).

De acordo com a secretaria, a legislação brasileira permite que pessoas sejam inscritas na lista de espera de uma localidade diferente da que vivem.

 

"Ainda estamos aquém [do ideal], mas muito além dos outros Estados. São Paulo tem de continuar dando o exemplo", afirma Rubens Belfort Júnior, da Sociedade Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina durante a inauguração do novo Hospital Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, o primeiro estabelecimento público especializado em transplantes do País e que funcionará no local onde antes era o Hospital Brigadeiro, na zona sul da capital paulista.

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