Doença de Alzheimer: cuidar hoje para um futuro melhor
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Doença de Alzheimer: cuidar hoje para um futuro melhor

Especialistas discutem a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde do idoso e à prevenção de demências

Biogen, Media Lab Estadão
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19 de dezembro de 2020 | 08h00

O apagar das recordações provocado pelo avançar da idade aflige milhões de lares pelo mundo afora, impactando pacientes, cuidadores e familiares. O cenário se torna ainda mais preocupante com o envelhecimento da população – conhecido fator de risco para doenças neurológicas, como doença de Alzheimer e outras demências. Estima-se que, em 2050, a proporção de pessoas com mais de 60 anos será de 22%, quase o dobro que em 2015 (12%).1  

Para falar sobre esse panorama tão desafiador, o Media Lab Estadão promoveu o Diálogos Estadão Thinks Repensando a doença de Alzheimer: cuidando hoje para um futuro melhor, com patrocínio da Biogen e moderação da jornalista Rita Lisauskas.

“Quando nasci, em 1945, a expectativa de vida era de 43 anos. Hoje, no Brasil, chega a 77. E o topo dessa pirâmide (pessoas com mais de 80 anos) é o que mais cresce”, contextualizou o gerontólogo e epidemiologista Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil. “É uma conquista social, porém, temos que nos preparar, criar políticas públicas para lidar com os reflexos desse envelhecimento”, disse. Mudanças no estilo de vida, com exercício físico e alimentação equilibrada, fazem parte das estratégias para postergar o surgimento de declínios cognitivos. No que diz respeito à prevenção, o país precisa vencer desafios também na educação: a baixa escolaridade está relacionada a um risco maior de demências2.

Para as famílias, além da carga emocional, o complexo manejo da doença de Alzheimer abala as finanças. “Afeta toda a organização familiar, porque muitas vezes alguém precisa parar de trabalhar para assumir os cuidados”, comentou Elaine Mateus, presidente do Instituto Não Me Esqueça, que acompanha há sete anos o processo da doença de sua mãe. “Estima-se que o custo aproximado para tratar uma pessoa vivendo com Alzheimer fica em torno de US$ 16 mil anuais”, contou.

Para o neurologista Rodrigo Schultz, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a atenção familiar é fundamental na identificação de mudanças de comportamento que podem sinalizar um quadro de demência. A questão é que o estigma que cerca essa condição interfere tanto na percepção quanto na aceitação do diagnóstico, visto a doença ser incurável – mas tratável (medicamentos e terapias que visam aliviar/estabilizar os sintomas existentes). 

Alexandre Kalache chamou atenção para outro dado preocupante: mais de 4 milhões de idosos vivem sozinhos no país. “Daí ser tão importante que profissionais da atenção primária à saúde sejam capacitados a lidar com o problema”, defendeu.

Diante da nossa realidade socioeconômica, ganha ainda mais relevância o papel das associações de pacientes na criação de redes de apoio e disseminação de informações. “Agentes comunitários, profissionais nas farmácias, porteiros. Temos que formar pequenas comunidades com foco na inclusão e qualidade de vida de quem vive com doença de Alzheimer”, propôs Elaine Mateus.

 

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