Doença de Chagas mata seis pessoas da mesma família no Pará

Seis pessoas da mesma família já morreram do mal de chagas, doença infecciosa causada pelo protozoário parasita chamado trypanosoma cruzi e transmitida pelo besouro conhecido por barbeiro. As vítimas residiam em Novo Repartimento, no sudeste do Pará. A última morte ocorreu ontem no Hospital Barros Barreto, em Belém, para onde um jovem de 18 anos foi removido às pressas. Um adolescente de quinze anos deu entrada nesta quinta no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e seu estado é grave. Doratide de Araújo, que perdeu o marido e cinco filhos tem outros sete filhos. Ela teme que os outros também fiquem doentes. As autoridades sanitárias do Pará mandaram uma equipe de médicos e enfermeiros para a região para atendimento a outros possíveis casos da doença. Nos últimos 70 dias, segundo a mãe, morreram um menino de quatro anos, uma menina de dois, o marido dela, de 55, e um bebê de um ano. O garoto Emerson de Araújo, de nove anos, foi atendido no Barros Barreto, mas morreu no dia 2 de março. Na quarta, quem morreu foi Romildo, de 18 anos. A diretora do hospital, Neide Duarte, disse que amostras de tecido do miocárdio da vítima foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas para exame histopatológico. "O protozoário trypanosoma pode ser encontrado na musculatura cardíaca", explicou a médica. O garoto Ronildo, de 15 anos, que está numa enfermaria do Hospital de Clínicas, passa por um momento crítico. O cardiologista Ricardo Palheta, que cuida de Ronildo, disse que o ecocardiograma feito ontem no paciente apontou um derrame no pericárdio, que é o derramamento de líquido em volta do coração, o que pode indicar um processo infeccioso. O último caso da doença no Pará ocorreu em 2003.

Agencia Estado,

17 de março de 2006 | 10h18

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