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Doenças cardiovasculares são principal causa de morte entre americanas

Mais de 315 mil morreram de complicações cardíacas em 2006, contra 269 mil de câncer

Efe

11 de maio de 2010 | 10h00

NOVA YORK - As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres nos Estados Unidos, muito mais que de qualquer tipo de câncer diz o Instituto Nacional do Coração, Pulmões e Sangue. Apesar do risco de desenvolver uma doença cardiovascular poder ser reduzido em até 82%, as estatísticas mais recentes do Instituto ressaltam que 315.930 mulheres morreram em 2006, comparado com as 269.819 que morreram após sua batalha contra o câncer.

 

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"Muitas mulheres consideram o câncer uma doença feminina, talvez pelo câncer de mama, e as cardiovasculares masculinas", comentou a pesquisadora Cristina Rabadán-Diehl, diretora da Divisão de Doenças Cardiovasculares da organização.

 

"Ainda seguem pensando que o câncer é o que mais lhes afeta e o de maior mortalidade, mas o certo é que o número de mortes na mulher por doenças cardiovasculares é quase oito vezes maior que o causado pelo câncer de mama. Isso não significa que não seja preciso cuidar do câncer de mama", afirmou.

 

Os dados do Instituto assinalam, além disso, que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre latinas nos Estados Unidos, e que junto com os derrames cerebrais, são responsáveis por aproximadamente um terço das mortes neste grupo. O câncer é a segunda causa e representa ao redor de um quinto dessas mortes.

 

Campanha educativa

 

Rabadán-Diehl acrescentou que uma alta percentagem das mulheres não reconhecem que as doenças cardiovasculares são um "problema grave" para elas, por isso que o Governo federal leva a cabo uma campanha educativa a fim de conscientizá-las.

 

A campanha "A verdade sobre o coração" começou nesta segunda-feira e vai até o dia 15 de maio. Durante este tempo será distribuído material educativo bilíngüe visando a criar consciência e para que se tomem ações para reduzir os riscos, explicou a especialista.

 

Também lembrou que as mulheres hispânicas e afro-americanas têm índices elevados de certos fatores da doença do coração em comparação com as mulheres de origem anglo-saxônica. Quase 83% das mulheres hispânicas de meia idade têm sobrepeso no país, e mais de 10% foi diagnosticada com diabetes, segundo dados da instituição.

 

Sintomas

 

Há sintomas aos quais a mulher deve estar alerta já que poderia estar sofrendo um ataque ao coração. Além da clássica dor no peito que se estende rumo ao pescoço, ombros, braços e costas, se sente pressão, problemas para respirar, enjoos, pequenos dores de cabeça e indigestão.

 

"O importante é que quando uma mulher não se sinta bem e tenha esta lista de sintomas deve ir a um profissional da saúde", insistiu. Destacou que a boa notícia é que na maioria das vezes as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas.

 

"Se uma mulher leva um estilo de vida saudável pode reduzir o risco de desenvolver uma doença cardiovascular em até 82%", comentou e lembrou que aumentar a atividade física, modificar os hábitos de alimentação, cuidar da pressão e deixar de fumar reduzem os fatores de risco.

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