Conteúdo Patrocinado

Doenças inflamatórias intestinais (DII): o diagnóstico correto faz toda a diferença

Campanha Maio Roxo chama atenção à importância de identificar as DII rapidamente, o que pode garantir maior qualidade de vida e saúde ao paciente

Takeda, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

22 de maio de 2019 | 10h10

Diarreia, dores abdominais, náusea e perda de apetite¹;³. Esses sintomas nem sempre são sinônimos de alguma alteração simples, como a má digestão. Podem ser sinais de um quadro de doenças inflamatórias intestinais, conhecidas também como DII. “São males crônicos que acometem cerca de cinco milhões de pessoas no mundo e podem aparecer em qualquer fase da vida, mas costumam ser mais diagnosticados em adolescentes e adultos jovens”, segundo o gastroenterologista Dr. Flavio Steinwurz, presidente da Organização Panamericana de Crohn e Colite, PANCCO.

Por isso, muitas pessoas levam bastante tempo para descobrir que têm a doença, o que compromete bastante seu cotidiano – alguns indivíduos precisam ir ao banheiro mais de 10 vezes por dia para evacuar, por exemplo². “E se não forem tratadas adequadamente, podem desencadear problemas mais graves, como obstrução intestinal, lesões e anemia”, alerta o especialista.

Para chamar atenção da população para a importância do diagnóstico correto e rápido e diminuir o estigma em torno das doenças, a PANCCO, outras entidades médicas e associações de pacientes celebram neste mês o Maio Roxo. A campanha, que prevê mais de 100 eventos espalhados por todo o Brasil, culmina com o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, celebrado hoje, 19 de maio.

A Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn são as DII mais comuns³. Seus sintomas são similares e ambas são caracterizadas por inflamações no trato gastrointestinal, mas a primeira atinge especialmente o intestino grosso e a segunda pode atingir o sistema digestivo da boca até o ânus³,4. Segundo Steinwurz, tais doenças ainda podem comprometer outras partes do corpo e gerar problemas nas articulações, na coluna, na pele, nos olhos e nos rins. Uma vez desencadeadas podem ter duração e intensidades variáveis, com períodos em que os sintomas somem e depois retornam novamente5.

Ainda de acordo com o gastroenterologista, os especialistas ainda não sabem explicar com precisão quais são as causas desses males. “A ciência já identificou, no entanto, que estão ligados a questões genéticas, fatores externos, alterações imunológicas e a um ambiente propício para o seu desenvolvimento dentro do organismo, relacionado à microbiota do intestino, isto é, ao tipo de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal”, afirma o médico. Ele explica ainda que o desequilíbrio entre os micro-organismos bons e os ruins é o que favorece este tipo de doença.

Mas de uma coisa ninguém tem dúvida: “Diante de diarreias que se prolongam por mais de uma semana, que vêm acompanhadas por sangue nas fezes, emagrecimento e febre ou quando esse quadro vai e volta, o indicado é procurar um médico”, recomenda Steinwurz. Com a ajuda do histórico clínico do paciente e de exames, o especialista poderá chegar ao diagnóstico e indicar o melhor tratamento, que normalmente envolve medicamentos, combatendo os sintomas e promovendo a remissão do quadro5 e estabilidade do paciente.

Conscientização

O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (World IBD Day, em inglês), acontece em 19 de maio. A data foi fixada em 2010, durante a Semana da Doença Digestiva, em San Diego, EUA. Após a escolha, maio ficou definido também como o mês para as ações de conscientização sobre as DII, assim como a fita na cor roxa. Atualmente, o Dia Mundial é coordenado pela Federação Europeia das Associações de Crohn e Retocolite Ulcerativa (EFCCA) e liderado por organizações de pacientes em 38 países espalhados em quatro continentes.

No Brasil, diversas associações se mobilizam durante o mês de maio para promover ações que buscam aumentar o conhecimento da população sobre as doenças. São caminhadas, panfletagens, iluminação de monumentos de diversas cidades ao redor do país, palestras e encontros entre pacientes, médicos e familiares. Veja abaixo algumas das ações que serão realizadas neste mês:

ABCD – Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn

Ação: 14ª Caminhada para o Crohn e Colite

Quando: 26 de maio, das 8h30 às 11h.

Local: Parque do Ibirapuera (São Paulo – SP)

AMDII – Associação Mineira das Pessoas com Doença de Crohn e Retocolite

Ação: Caminhada

Quando: 13 de maio, das 9h às 11h

Local: Parque Municipal Américo René Gianetti (Belo Horizonte – MG)

AAPODII – Associação dos Amigos e Portadores de DII, apoio da ABCD

Ação: V Encontro de DII – Rio de Janeiro

Data: 07 de maio, das 11h às 15h

Local: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão)

DII Brasil -  Associação Nacional de Pacientes com DII – Doença de Crohn e Colite, junto da ABCD e APDII-ES Associação de Portadores de Doença Inflamatória Intestinal do Espírito Santo

Ação: 1º Caminha Maio Roxo

Quando: 05 de maio, às 9h30

Local: Orla de Camburi, Vitória/ES

DII Brasil

Ação: Caminhada Maio Roxo

Quando: 19 de maio, às 9h

Local: Avenida Beira-Mar, Fortaleza – CE

ADIIDF - Associação Doenças Inflamatórias Intestinais DF

Ação: Piquenique Roxo

Quando: 19 de maio, às 9h

Local: Parque Ana Lídia – Sarah Kubitscheck, Estacionamento 12 – Brasília – DF

Referências Bibliográficas

1. Sands BE. From symptom to diagnosis: clinical distinctions among various forms of intestinal inflammation. Gastroenterology. 2004;126(6):1518-32.

2. World J Gastroenterol. 2012 Mar 7; 18(9): 872–881. Published online 2012 Mar 7. doi: 10.3748/wjg.v18.i9.872

3. Crohn’s & Colitis Foundation of America [Internet] The facts about Inflammatory Bowel Disease. [cited 2017 May 03]. Available from: http://www.crohnscolitisfoundation.org/assets/pdfs/updatedibdfactbook.pdf

4. Freitas JA, Tacia M. Retocolite ulcerative. In: Dani, R. Gastroenterologia essencial. 2ª ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan; 2001. P. 362-373.

5. Laudanna AA . Retocolite Ulcerativa inespecífica. In: Mincis M. Gastroenterologia e Hepatologia. 4ed. São Paulo: Leitura Médica. 2008; 595-613

 

Tudo o que sabemos sobre:
Doença de CrohnIntestino

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.