Doenças não transmissíveis são principal causa de mortalidade no mundo

Doenças cardiovasculares foram as responsáveis por 48% dessas mortes, seguidas pelo câncer (21%), problemas respiratórios (12%) e diabetes (3%)

Efe

14 de setembro de 2011 | 13h45

GENEBRA - As doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares e respiratórias, são a principal causa de mortalidade no mundo, responsáveis por 63% das 57 milhões das mortes registradas em 2008, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

"A maioria destas 36 milhões de mortes se deve a patologias cardiovasculares e respiratórias, diabetes e câncer", afirmou a responsável do departamento de Doenças Crônicas e Promoção da Saúde da OMS, Leanne Riley, na apresentação em Genebra do relatório.

 

As doenças cardiovasculares foram as responsáveis por 48% dessas mortes, seguidas pelo câncer (21%), problemas respiratórios (12%) e diabetes (3%).

 

Riley explicou que o motivo pelo qual estas doenças são a principal causa de mortandade no mundo é porque nos últimos 30 anos se impôs um estilo de vida muito mais sedentário e mudanças na dieta, na qual predominam açúcares, gorduras saturadas e sal, o que provoca problemas de saúde como colesterol e pressão alta.

 

Do total de mortes por doenças não transmissíveis, noves milhões foram de indivíduos menores de 60 anos e 90% destas mortes prematuras ocorreram em países menos desenvolvidos, onde as pessoas apresentam até o triplo de probabilidades de morrer com menos de 70 anos.

 

Segundo explicou a especialista, nos países em desenvolvimento este tipo de doenças costumam ser detectados mais tarde e os tratamentos nem sempre estão ao alcance de todos, por isso os mais prejudicados costumam ser os setores mais pobres da população.

 

"Esta percentagem de mortes antes dos 60 implica também na perda de adultos em idade de trabalhar, ou seja, de força produtiva para o país", ressaltou.

 

Economia. A luta contra as doenças não infecciosas custará 48% do PIB mundial, declarou a secretária-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

 

"Nos próximos 20 anos, a luta contra as doenças não infecciosas custará ao mundo mais de US$ 30 trilhões, 48% de seu PIB", assegurou Chan na reunião do Comitê regional europeu da OMS realizado na capital do Azerbaijão.

 

A máxima autoridade da OMS indicou que estas doenças destroem o lucro dos países.

 

"É preciso trabalhar na prevenção e curar as pessoas, mas não podemos eliminar as causas sociais de sua aparição, que são o ar contaminado, a água, o estresse e os produtos alimentícios de má qualidade", afirmou.

 

A secretária-geral do organismo internacional destacou que a OMS deve influir nas indústrias alimentícias para que estas reduzam o sal e o açúcar em seus produtos, "com especial atenção à saúde das mães e das crianças".

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