AP Photo/John Kuntz
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Doente, pai leva filha ao altar deitado em uma maca

Vítima de câncer terminal, americano foi à igreja com aparelhos de monitoramento ligados

AP

14 de outubro de 2013 | 16h33

Um norte-americano de Ohio, vítima de um câncer terminal, conseguiu levar a filha ao altar deitado em uma maca. Convidados choravam a aplaudiam enquanto Scott Nagy, de 56 anos, participava do casamento de sua filha Sarah, de 24 anos, na Primeira Igreja Evangélica Luterana, na cidade de Strongsville.

"Foi uma promessa que eu fiz em março, de levá-la ao altar", disse Nagy. "Ela é a minha princesa. Essa é a minha definição de caminhar até o altar", completou. Ele, que foi diagnosticado com câncer de uretra e já passou por quimioterapia, está internado no Hospital Universitário Seidman Cancer Center desde agosto.

Os médicos não tinham certeza se Nagy conseguiria participar do casamento, inicialmente marcado para o ano que vem. Mas, com fios de monitoramento escondidos sob seu terno e um com uma traqueostomia, ele conseguiu fazer o trajeto até o altar, beijando um neto que levava as alianças e fazendo um sinal de "positivo" para os convidados.

Uma enfermeira do hospital, Jacky Uljanic, ajudou nos preparativos para que Nagy pudesse ir ao casamento. Ela o colocou em terapia diária para fortalecer o paciente e checou a logística com antecedência. O trajeto de ambulância foi doado por uma empresa de transporte médico. Um médico e outro profissional de saúde também acompanharam Nagy na jornada.

Sarah contou que, desde garotinha, sonhava com a imagem de seu pai a levando ao altar. Ela disse que seu futuro marido lhe assegurou que o desejo seria realizado. Na saída da igreja, ela começou a chorar e disse a seu pai o quanto o amava. "Nós fizemos isso", comemorou Nagy, pedindo à filha que não borrasse a maquiagem.

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