Dois dias após reabrir, pronto-socorro tem baixa movimentação

Segundo a Santa Casa, até as 15 horas tinham sido realizados 168 atendimentos; média diária é de 360

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

25 Julho 2014 | 20h08

SÃO PAULO - No início da tarde desta sexta-feira, 25, o movimento do Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia ainda era baixo. Segundo a entidade, até as 15 horas tinham sido realizados 168 atendimentos. Na quinta, 225 pacientes passaram pelo local. A entidade afirma que a média diária é de 360 atendimentos. 

Quem foi atendido acabou agradecendo o baixo movimento. Em duas horas, a diarista Rosilda Bartolomeu Silva, de 53 anos, passou por um clínico e conseguiu marcar o retorno para tratamento de um tumor no fêmur. “Descobri o tumor há dois meses e, desde então, estou aguardando uma consulta na minha cidade. Quando decidi vir à Santa Casa, descobri que tinham fechado.”

Rosilda é de São Bernardo e não conseguia consultas com ortopedistas na rede pública da cidade. Às 13h de ontem, ela saiu do pronto-socorro com lágrimas nos olhos por ter garantido o tratamento. “Não podemos ficar sem esse lugar.” 

A dona de casa Maria Lúcia Barbosa Marcolino, de 51 anos, faz curativos no pé pelo menos uma vez por semana na Santa Casa. Por causa da diabete, ela precisou amputar um dos dedos. “Eu sempre trago os curativos, porque pego de graça no posto de saúde. Se precisar, faço isso sempre para ajudar a não fechar.”

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