Dois mais ricos do mundo querem melhorar saúde na América Latina

Carlos Slim e Bill Gates vão doar US$ 50 milhões cada para vacinações, nutrição e saúde neonatal

Reuters

14 Junho 2010 | 20h06

CIDADE DO MÉXICO - Carlos Slim e Bill Gates, os homens mais ricos do mundo, anunciaram na segunda-feira, 14, uma iniciativa para oferecer saúde preventiva aos pobres do sul do México e da América Central.

O milionário mexicano Slim ultrapassou Gates neste ano na lista dos mais ricos da revista Forbes. Somada, a fortuna dos dois supera 100 bilhões de dólares.

Ele e o norte-americano Gates, presidente da Microsoft, vão doar 50 milhões de dólares cada um para promover vacinações, nutrição infantil e saúde neonatal para a parte mais pobre da população nessa região, especialmente em comunidades indígenas.

Tanto Slim quanto Gates fizeram da saúde uma parte importante da sua atividade filantrópica nos últimos anos.

Gates tem enfatizado o desenvolvimento de vacinas e das ciências médicas, enquanto Slim distribui suas contribuições entre programas de bem estar, culturais e esportivos. Ambos, porém, vêm dando ênfase às necessidades dos pobres em relação a saúde e nutrição.

"Esta é a primeira vez que trabalhamos juntos (numa empreitada beneficente), mas certamente não será a única ou a última vez," disse Slim a jornalistas no majestoso museu de antropologia da Cidade do México, que celebra as culturas indígenas do México e da América Central.

Gates lembrou que sua fundação "faz muita inovação em termos de novas drogas e novas vacinas, e são necessárias tanto a ciência para inventar novas ferramentas, quanto inovação e distribuição para espalhar essas ferramentas".

"Tenho certeza de que encontraremos formas de trabalharmos juntos em ambos os aspectos da melhoria da saúde", afirmou Gates.

Enquanto Slim preparou seus seis filhos para manter sua fortuna, Gates, pai de três, diz que espera se desfazer da maior parte do seu patrimônio. Slim acha que os empresários fazem mais o bem criando empregos e riquezas por meio dos investimentos, "e não sendo Papai Noel."

A nova iniciativa de saúde, apoiada também pelo governo espanhol, será supervisionada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e por governos locais.

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