REUTERS/Athit Perawongmetha
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Dois passageiros japoneses de cruzeiro em quarentena morrem por causa do coronavírus

Número de mortes causadas pelo COVID-19 chegou a 2.118 na China continental e oito no resto do mundo

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2020 | 04h51

Dois passageiros japoneses idosos que estavam no navio de cruzeiro Diamond Princess morreram infectados com COVID-19. Outros dois funcionários do governo foram infectados, como informou o governo do Japão nesta quinta-feira, 20, quando mais passageiros desembarcaram após duas semanas de quarentena.

Mais de 620 passageiros do navio Diamond Princess foram infectados no navio, que está em quarentena desde 3 de fevereiro, inicialmente com cerca de 3.700 pessoas a bordo. Os passageiros que morreram eram um homem de 87 anos que sofria de doenças cardíacas e bronquite e uma mulher de 84 anos. Ambos deram positivo para o vírus, embora a causa da morte da mulher tenha sido listada como pneumonia, disse o Ministério da Saúde.

Um funcionário do Ministério da Saúde e outro do Secretariado do Gabinete também foram confirmados como infectados com o vírus depois que ambos passaram algum tempo trabalhando na navio.

Três funcionários já haviam sido infectados. A mídia japonesa informou que 29 pessoas estavam em estado grave, incluindo uma que havia testado negativo para o vírus, o que o Ministério da Saúde não pôde confirmar imediatamente.

O Japão tem bem mais da metade dos casos conhecidos fora da China devido às infecções de navios e à rápida disseminação do vírus. A operação de quarentena provocou críticas às autoridades apenas alguns meses antes de Tóquio sediar os Jogos Olímpicos de Verão.

Na China, novos casos do vírus na China caíram novamente, apenas 394, depois que autoridades a contagem das novas infecções diárias. Agora eles estão descontando os casos que voltaram negativos após testes de laboratório. Foi relatado que outras 114 pessoas morreram com a nova doença. A China continental registrou 2.118 mortes e 74.576 casos no total.

Embora a disseminação geral do vírus tenha diminuído, a situação permanece grave na província de Hubei e sua capital, Wuhan, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro. Mais de 80% dos casos do país estão em Hubei e 95% das mortes, segundo dados da Comissão Nacional de Saúde da China. Ao todo, oito mortes foram confirmadas fora do continente - além dos três no Japão, duas em Hong Kong e uma em Taiwan, Filipinas e França.

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Cientistas chineses relataram algumas descobertas preocupantes sobre como o vírus se espalha. Cotonetes foram coletados em 14 pessoas que retornaram à província de Guangdong em janeiro, depois de visitar Wuhan e desenvolver a doença.

Altas quantidades do vírus foram detectadas logo após o início dos sintomas, mais no nariz do que na garganta, e o vírus também foi encontrado em um de seus contatos próximos que nunca apresentou nenhum sintoma. Isso aumenta a preocupação com a possível propagação do vírus por pessoas que podem não saber que estão infectadas. O relatório do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Guangdong foi publicado pelo New England Journal of Medicine. /Reuters e AP

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