Governo de SP - 11/08/21
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SP solicitará a Ministério da Saúde encurtar para 21 dias intervalo entre doses da Pfizer

Atualmente, espaçamento seguido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é de 90 dias; governo federal sinalizou que estuda reduzir intervalo, mas a partir de setembro

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2021 | 12h40
Atualizado 18 de agosto de 2021 | 16h38

O governo de São Paulo anunciou em coletiva realizada nesta quarta-feira, 18, que pretende encurtar para 21 dias o espaçamento entre a aplicação das doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. Para isso, enviará um ofício ao Ministério da Saúde solicitando a antecipação, uma vez que o intervalo seguido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é de 90 dias. O governo federal sinalizou que estuda reduzir esse espaçamento entre doses, mas a partir de setembro.

“O governo do Estado de São Paulo aguarda o envio de novas doses da vacina da Pfizer para diminuir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina”, disse o governador João Doria (PSDB). Segundo ele, a área técnica do governo entende que a redução do espaçamento é possível no Estado, contanto que haja mais doses.

“Nós vamos formalizar (um pedido de antecipação), através do Plano Estadual de Imunização (PEI), já tem um grupo trabalhando nisso”, afirmou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula. “Vamos olhar um ofício e encaminhar ao Ministério da Saúde a solicitação.

A coordenadora reconheceu que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, "deixou claro" durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta que vai fazer um "movimento" de reduzir o intervalo entre doses. Porém, como a medida deve ser adotada nacionalmente a partir de setembro, o governo Doria pretende solicitar a antecipação em São Paulo. “O que a gente solicita é que volte àquilo que está em bula, que já foi aprovado pela Anvisa, que é (um intervalo de) 21 dias”, explicou de Paula. 

Em termos proporcionais, São Paulo é o Estado que mais vacinou sua população com ao menos uma dose até aqui: 68,58% dos habitantes estão parcialmente imunizados. Com o avanço da vacinação, adolescentes de 16 ou 17 anos com comorbidade começaram a ser imunizados na manhã desta quarta.

Retomada das atividades

Como parte da “retomada segura” prevista para o Estado, o governo de São Paulo encerrou as restrições para o comércio na pandemia a partir desta terça-feira, 17. Com isso, São Paulo passou a permitir que estabelecimentos comerciais, como shoppings, lojas, bares e restaurantes, funcionem sem limite de horário e com 100% da ocupação presencial.

Ainda nesta terça, o governador declarou que o uso de máscara facial continuará obrigatório no Estado ao menos até o fim deste ano. Ele admitiu que novas flexibilizações serão anunciadas para os próximos meses, chegando a uma quase “normalidade”, mas que a circulação da variante Delta do vírus da covid-19 exige que cuidados sejam mantidos durante pandemia, como distanciamento social e protocolos de higiene.

Em uma semana, o número de casos confirmados da Delta no País cresceu 84%. Ao todo, já são 1.051 diagnósticos positivos da cepa, sendo 231 deles em São Paulo. Ainda não foram registradas mortes em decorrência da variante no Estado.

Embate pelo envio de vacinas

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça que a União assegure o envio das vacinas contra a covid-19 necessárias para que o Estado de São Paulo complete a imunização de quem já tomou a primeira dose.

O governo estadual decidiu levar ao STF o embate travado com o Ministério da Saúde em torno do repasse dos imunizantes. O tucano entrou com uma ação na semana passada para obrigar a União a restabelecer os critérios usados até o início do mês para a distribuição das doses.

Em coletiva realizada há na última quarta-feira, 11, Doria disse que o ministério havia descumprido o acordo feito verbalmente pelo ministro Marcelo Queiroga.

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