Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
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Doria diz que embaixador da China está otimista para embarque de insumos para vacina contra covid

Governador afirma que, em conversa por telefone, Yang Wanming disse que conversaria com chancelaria em Pequim, mas não via perspectiva de retardo

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2021 | 12h39

   

SÃO PAULO - O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, 7, que conversou com o embaixador da China Yang Wanming sobre o envio de insumos para a vacina contra a covid-19, a Coronavac, e foi informado de que o embarque está previsto. Nesta manhã, o Instituto Butantan fez o repasse de mais 1 milhão de doses para o Ministério da Saúde.

"Ontem, falei ao telefone com o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, que tem sido muito cordial e atencioso conosco ao longo de todo esse período da pandemia. O embaixador disse que falaria ontem mesmo com a chancelaria em Pequim e que ele não via nenhuma perspectiva de haver retardo no embarque dos insumos para a vacina do Butantan."

Ainda segundo Doria, Wanming "estava otimista" e afirmou que 50% da produção de todas as vacinas na China estão sendo exportadas. "Isso faz parte de um programa solidário do governo chinês." De acordo com o governador, uma posição definitiva sobre a situação seria dada até esta quinta-feira, 8.

Em coletiva, Doria manteve a meta de entrega de 46 milhões de doses da vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até o fim deste mês. "Agora, 38,2 milhões de doses já foram entregues para o PNI para a imunização dos brasileiros. No total, até o final do mês de abril, estaremos entregando 46 milhões de doses da vacina do Butantan. Até 30 de agosto, entregaremos 100 milhões de doses."

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Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas atualizou o status da Butanvac, candidata a vacina contra a covid-19 que será desenvolvida pelo instituto, e afirmou que o protocolo de estudo deve ser entregue até a próxima sexta-feira.

"Recebemos todos os questionamentos da Anvisa e estamos muito próximos de apresentar o protocolo de estudo clínico, que é o que falta neste momento. Isso ainda depende de uma reunião que será feita com o consórcio internacional no dia de hoje e, espero que, até sexta-feira, a gente tenha terminado esse protocolo e, ao mesmo tempo, submeter o protocolo à Anvisa.

"O estudo clínico, segundo ele, também está sendo organizado. "Isso nos permitirá ter uma perspectiva de ter a submissão de todos os documentos e resultados para a Anvisa até o meio do ano. Portanto, uma possibilidade de ter uma nova vacina no segundo semestre."

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