Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Doria e Covas decretam calamidade pública em SP por coronavírus

É a primeira vez na história que Prefeitura e Estado adotam a medida

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 12h55

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado decretaram estado de calamidade pública para enfrentar o novo coronavírus. É a primeira vez que os dois órgãos adotam essa medida na história. Serviços públicos como parques, zoológico, Poupatempo e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) ficarão fechados a partir deste sábado, 21, para atendimento presencial.

"(A medida) não é para criar pavor nem pânico nem agravar a situação", disse Doria. O governador afirmou que usará a Polícia Militar para garantir que as regras de fechamento do comércio.

A Prefeitura já havia decretado estado de emergência. Na prática, as medidas servem para facilitar a compra de produtos e serviços, dispensando a necessidade de licitação. No caso da cidade, Covas já havia autorizado o confisco de bens públicos em prol do atendimento dos doentes.

Na coletiva, o governo do Estado deu os números do coronavírus em São Paulo. Até o começo da tarde desta sexta-feira, 20, foram novos 286 casos confirmados no Estado, com cinco mortes. Há 24 pacientes em estado grave, internados em UTI, todos em hospitais privados. A relação de casos suspeitos da doença chegou a 7.669. 

Os serviços como Detran e Poupatempo vão fazer atendimento pela internet. No caso dos parques estaduais, a medida vai ao encontro de determinação que já havia sido publicada pelo município nesta sexta, 20.

Doria afirmou que ainda não fará redução nos serviços de transporte por trilhos, uma vez que já foi observada a redução de até 40% no número de passageiros.

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