Divulgação / Governo do Estado de SP
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Doria fala em 'confusão' e destaca diferença entre validar Coronavac no exterior e no Brasil

Entrevista com declaração sobre uso de vacina sem aval da Anvisa motivou polêmica; agência rebateu governador

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 22h57

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi ao Twitter na noite desta quinta-feira esclarecer o que chamou "confusão" sobre declaração recente em torno da Coronavac.

Mais cedo, o portal Metrópoles publicou entrevista com o governador com a manchete "Doria afirma que Coronavac pode ser aplicada no Brasil mesmo sem aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)". "Há confusão em relação à minha declaração sobre a validação da Coronavac junto à Anvisa. Existe diferença entre validar uma vacina fora do País e autorizar sua aplicação em território nacional", disse Doria, na rede social.

Segundo o governador, a Coronavac, vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, pode ser registrada em agência internacional antes da validação junto à Anvisa. "Mas reitero nossa confiança no registro da Coronavac pela Anvisa para sua aplicação", ponderou o tucano.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, Doria voltou a afirmar que o governo estadual tem um plano alternativo para garantir a imunização dos paulistas caso o governo insista em não apresentar a inclusão da vacina no programa de imunização. “Não vamos esperar morrerem mais pessoas para a aplicação de vacinas. Vamos vacinar e salvar os brasileiros de São Paulo, se necessário for. 

Em nota, a Anvisa disse que "eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil". Ainda conforme o órgão federal, mesmo após o registro por autoridades estrangeiras, a análise da Anvisa é necessária para verificar se há evidências de que a vacina é eficaz e segura em brasileiros, as condições técnicas da fábrica do imunizante que virá para o País, prazos de validade e medidas de preservação do produto, além de ações para acompanhar e tratar eventuais efeitos colateraisi. /COLABOROU PEDRO CARAMURU 

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