Governo do Estado de SP/Divulgação
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Doria promete mais rigor e até prisão se isolamento não aumentar em São Paulo

O objetivo, explicou o governador, é que o isolamento englobe cerca de 70% da população em todo o Estado, patamar considerado ideal para desacelerar a doença. 'Se continuarem saindo, teremos mais mortes', disse

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2020 | 21h53

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu nesta quinta-feira, 9, tomar medidas mais rigorosas caso a adesão popular ao isolamento social não cresça espontaneamente até o começo da semana que vem. Entre essas medidas estão a aplicação de multa e até a prisão de quem desrespeitar o distanciamento, visto como essencial para mitigar a propagação do novo coronavírus. "Espero que não tenhamos que chegar nesse patamar, mas se for necessário faremos em defesa da vida."

As declarações de Doria foram dadas à Rede Globo nesta noite. O objetivo, explicou o governador, é que o isolamento englobe cerca de 70% da população em todo o Estado, patamar considerado ideal para desacelerar a doença. "Vamos fazer o teste neste final de semana. Se não elevarmos esse nível, que hoje é de 50%, para mais de 60% e caminharmos para 70%, na próxima semana, não apenas o governo do Estado, como também a prefeitura de São Paulo, tomarão medidas mais rígidas", disse.

Ele disse contar com o apoio da população para que isso aconteça. A medida, reforçou, é importante para salvar vidas. "Essa não é uma indicação do governo,  é uma indicação da medicina, da ciência, das pessoas que conhecem o problema e pedem que as pessoas fiquem em casa e não saiam", declarou. "Se continuarem saindo, indo às ruas, se agrupando, fazendo o que não devem fazer, teremos mais pessoas infectadas e teremos mais mortes", acrescentou. 

Pelo terceiro dia consecutivo, o Brasil registrou novo recorde de mortes decorrentes do novo coronavírus em um único dia, nesta quinta-feira, 9. De ontem para hoje, foram 141 óbitos. No total, são pelos menos 941 vítimas da doença no País. O número total de casos oficialmente confirmados subiu de 15.927 para 17.857 casos, um aumento de 12% em apenas 24 horas. São Paulo é o Estado com maior número de casos (7.480) e de mortes (496). 

O Estado mostrou nesta quinta que, entre a última semana de março e os primeiros dias de abril, a diminuição no isolamento da população foi o padrão para todas as capitais brasileiras. Mesmo em casos onde a variação foi pequena, houve algum aumento na circulação de pessoas. Nenhuma capital viu suas ruas ficarem mais vazias durante a semana passada.

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