Dormir mais no fim de semana não ajuda a repor sono perdido nos outros dias

Estratégia ajuda a combater o estresse, mas não evita dificuldades de concentração

10 de outubro de 2013 | 23h06

Dormir mais no fim de semana para tentar suprir a privação de sono sofrida nos dias úteis não é uma estratégia eficaz para reparar os danos causados ao corpo pelas poucas horas de descanso. Em artigo divulgado ontem, dia 9, na publicação científica "American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism", pesquisadores argumentaram que a tentativa de compensação não é capaz de evitar que o indivíduo apresente, por exemplo, dificuldades de concentração.

Os cientistas da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, submeteram 30 adultos saudáveis a três padrões de sono, durante 13 dias. Nas primeiras quatro noites os voluntários dormiram por oito horas; nos outros seis dias descansaram por seis horas; nos últimos três dias, dormiram por dez horas.

No estudo, os voluntários passaram por exames para analisar a atividade cerebral durante o sono. Eles também tiveram seus níveis de hormônios no sangue medidos. Foram aplicados, ainda, testes para medir a capacidade de concentração e de realizar tarefas.

Com os testes, os pesquisadores descobriram que as 10 horas de sono conseguiram diminuir o estresse dos voluntários, quadro relacionado ao descanso insuficiente nos dias anteriores. Mas o desempenho deles nos testes de atenção foi igual tanto após 6 horas de sono como depois de 10 horas dormindo.

Mais testes são necessários para mensurar o impacto, a longo prazo, do ciclo de restrição e recuperação de sono nas pessoas. Os autores do estudo ressaltam que dormir pouco pode contribuir para o aumento de hormônios ligados ao estresse, interferir nas taxas de açúcar no sangue e nos mecanismos ligados a inflamações.

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