Efe
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Doze esfinges são achadas em avenida que unia dois templos no Egito

Caminho, ladeado por dupla fila de esculturas do deus Amon, tem 2.700 metros de comprimento

15 Novembro 2010 | 11h51

CAIRO - Uma equipe de arqueólogos descobriu 12 novas esfinges (estátuas com corpo de leão e cabeça humana ou de carneiro) na antiga avenida que unia os templos faraônicos de Luxor e Karnak, 600 quilômetros ao sul do Cairo.

Segundo comunicado do Conselho Supremo de Antiguidades, as esculturas datam da época do último rei da 30ª dinastia (343-380 a.C.). A avenida, ladeada por uma dupla fila de esfinges que representavam o deus Amon, tem cerca de 2.700 metros de comprimento e 70 de largura e foi construída por Amenhotep III (1372-1410 a.C.) e restaurada, posteriormente, por Nectanebo I (380-362 a.C.).

Por outro lado, os arqueólogos descobriram também um novo caminho que une essa avenida com o rio Nilo. A nota explica que, até o momento, só foram desenterrados 20 metros dos 600 que compõem o novo caminho, e que as escavações continuam para descobrir o resto do trajeto, construído com pedra de arenito - sinal da importância que tinha em seu tempo, esclarece o comunicado.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, afirmou que o caminho achado era usado para transferir em procissão a imagem do deus Amon em sua viagem anual ao templo de Luxor, onde se encontrava com a imagem de sua mulher, Mut.

Além disso, a via era utilizada pelo rei quando participava de cerimônias religiosas, de acordo com Hawas.

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