Ebola avança em Serra Leoa por falta de centro de tratamento, diz ONU

Escassez de alimentos força pessoas a deixar áreas de isolamento; país se torna principal ponto de preocupaçãoem relação à epidemia

Reuters

06 Novembro 2014 | 11h52

O número de casos de Ebola está crescendo em Serra Leoa por causa da falta de centros de tratamento no país, enquanto a escassez de alimentos e produtos básicos força algumas pessoas a deixar áreas de isolamento, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira, 6.

A Missão de Resposta de Emergência ao Ebola da ONU (Unmeer, na sigla em inglês) disse em seu relatório semanal que 1.062 pessoas morreram em Serra Leoa em decorrência do vírus, e que o surto está particularmente virulento nas áreas a oeste da capital Freetown, na costa do país da África Ocidental.

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Serra Leoa está se tornando o ponto principal de preocupação no pior surto de Ebola já registrado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quarta-feira que 4.818 pessoas já morreram por causa da doença, e acrescentou que o número de casos ainda está em alta em Serra Leoa, apesar de ter se estabilizado em Guiné e de estar em queda na Libéria.

Serra Leoa tem 288 leitos divididos em quatro centros para tratamento de Ebola, e tinha 196 pessoas sendo cuidadas até 2 de novembro, disse a Unmeer. No entanto, a missão da ONU disse suspeitar que cerca de 50% dos casos de Ebola não são registrados em Serra Leoa.

Segundo a Unmeer, são necessários 1.864 leitos para dezembro. Dez novos centros de tratamento estão planejados, com capacidade para 1.133 leitos.

A missão da ONU registrou também uma alta na incidência de famílias que abandonam a quarentena por causa da falta de comida e de itens básicos, mas não divulgou mais detalhes.

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