Ebola já matou mais de 3 mil; veja linha do tempo da epidemia

Vírus que atinge África Ocidental causa febre e hemorragia; doença foi confirmada em paciente nos Estados Unidos

O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2014 | 20h23

Órgãos internacionais e governos lutam para conter a pior epidemia de Ebola desde que a doença foi identificada em 1976. O vírus, que causa febre e hemorragias, matou pelo menos 3.338 pessoas. Abaixo uma linha do tempo da epidemia: 

22 de março: Guiné confirma que febre hemorrágica, que matou mais de 50 pessoas no interior, trata-se do Ebola. Casos também são notificados na capital.

30 de março: Libéria comunica dois casos de Ebola; casos suspeitos também são comunicados em Serra Leoa. 

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1º de abril: Médicos sem Fronteiras advertem que o alastramento da epidemia é  "sem precedentes." Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que surto é "relativamente pequeno ainda". 

4 de abril: População ataca centro de tratamento de Ebola no sudeste da Guiné . Funcionários de saúde na Guiné, Serra Leoa e Libéria enfrentam hostilidade da população local.

26 de maio: OMS confirma primeira morte por Ebola em Serra Leoa.

17 de junho: Libéria diz que Ebola atingiu sua capital, Monróvia.

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23 de junho: Médicos sem Fronteiras dizem que epidemia está "fora de controle" e pede por recursos.

25 de julho: Nigéria, a maior economia da África, confirma seu primeiro caso de Ebola, um homem que morreu em Lagos depois de viajar para Monróvia.

29 de julho: Dr. Sheik Umar Khan, que estava liderando o combate à epidemia em Serra Leoa, morre com Ebola.

30 de julho: Libéria fecha escolas e coloca em quarentena as comunidades mais afetadas, usando tropas de execução.

2 de agosto: Missionária infectada com Ebola na Libéria é levada para tratamento em Atlanta, nos Estados Unidos. 

5 de agosto: Segundo missionário infectado com Ebola é levado para tratamento em Atlanta. 

8 de agosto: OMS declara Ebola "emergência internacional de saúde pública". 

12 de agosto: OMS diz que mortos passam de 1.000. Espanhola com Ebola morre em Hospital de Madri.

15 de agosto: Médicos sem Fronteiras dizem que epidemia vai levar seis meses até ser controlada.

20 de agosto: Forças de segurança da Monróvia atiram e usam bombas de gás para dispersar a multidão que tentava sair da quarentena. Um adolescente é morto. 

21 de agosto: Dois missionários americanos tratados em Atlanta são liberados do hospital livres do vírus. 

24 de agosto: A República Democrática do Congo declara um surto de Ebola no norte da província. Um médico britânico é levado de Serra Leoa para tratamento. 

28 de agosto: OMS diz que epidemia já matou mais de 1.550 e alerta que surto pode infectar mais de 20 mil.

29 de agosto: Senegal comunica o primeiro caso confirmado de Ebola.

3 de setembro: Mortes passam de 1.900. Terceiro missionário americano infectado com Ebola é levado da Libéria para tratamento em Omaha, Nebraska.

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5 de setembro: OMS diz que mais de 2.100 morreram e cerca de 4 mil devem estar infectados

7 de setembro: Barack Obama diz que os EUA precisam fazer mais para ajudar no controle do Ebola e prevenir que epidemia cause uma crise global.

8 de setembro: Quarto paciente com Ebola é levado aos EUA para tratamento. 

13 de setembro: Presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf pede a Obama ajuda urgente na luta contra o Ebola. 

16 de setembro: EUA prometem enviar 3 mil engenheiros militares e pessoal médico para a África Ocidental com o objetivo de construir clínicas e treinar os profissionais de saúde.

17 de setembro: Médicos sem Fronteiras dizem que uma enfermeira francesa na Libéria tem Ebola. 

18 de setembro: OMS informa que 2.630 morreram e 5.357 estão infectados. 

19 de setembro: Ruas na capital de Serra Leoa, Freetown, ficam desertas depois que o país impôs três dias de confinamento para tentar conter a epidemia. 

20 de setembro: Thomas Eric Duncan viaja da Libéria para Dallas, com escala em Bruxelas e Washington, depois de supostamente ter tentado ajudar uma mulher com Ebola em seu país de origem. 

22 de setembro: OMS diz que Ebola matou mais de 2.811 pessoas na África Ocidental. 

23 de setembro: CDC estima que entre 550 mil e 1,4 milhão de pessoas na África Ocidental foram infectadas pelo Ebola desde janeiro. 

25 de setembro: Duncan vai para hospital em Dallas com queixas de febre e dor abdominal. Ele é mandado de volta para o apartamento onde está, com indicações de antibióticos, apesar de ter contado a uma enfermeira que viajou para a África. 

26 de setembro: OMS diz que 3.091 morreram com Ebola e há 6.574 casos prováveis, suspeitos e confirmados. Cuba diz que vai enviar cerca de 300 médicos e enfermeiros para a África Ocidental.

28 de setembro: Condições de saúde de Duncan pioram e ele é levado a hospital em ambulância.

30 de setembro: CDC confirma que Duncan tem Ebola, tornando este o primeiro caso diagnosticado da doença nos EUA. 

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1º de outubro: OMS comunica 3.338 mortes e 7.178 casos de Ebola. 

2 de outubro: Autoridades de saúde dizem que Duncan pode ter entrado em contato com mais de 100 pessoas. 

3 de outubro: Um paciente que havia viajado para a Nigéria é internado com suspeita de Ebola em Washington, nos Estados Unidos.

4 de outubro: Serra Leoa atinge recorde de mortos em um só dia por Ebola com 121 casos em 24 horas. 

6 de outubro: Enfermeira que tratou pacientes com Ebola é confirmada como mais uma vítima da epidemia, e é internada em Madri, na Espanha. Ashoka Mupko, colaborador da rede NBC que prestava serviços na Libéria, chega ao Centro Médico Nebraska, em Omaha, para receber tratamento. Ele foi diagnosticado com Ebola pela equipe dos Médicos Sem Fronteiras uma semana antes.

8 de outubro: Thomas Eric Duncan, a primeira pessoa diagnosticada com Ebola nos Estados Unidos, morre no hospital, em Dallas.

O Governo dos Estados Unidos ordena que cinco dos aeroportos mais importantes do país monitorem a temperatura dos passageiros vindos da África Ocidental em busca de febre, em um esforço para fortalecer as ações contra a propagação do Ebola.

10 de outubro: A OMS eleva a cifra de mortos por Ebola a 4.033 de 8.399 casos em sete países. A maioria dos casos de falecimento foram registrados em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

11 de outubro: O governo do Brasil informa os exames feitos em um homem que estava em observação devido a um possível caso de Ebola deram negativo. O homem chegou ao país em 19 de setembro, vindo da Guiné, e chegou ao pronto-socorro de uma unidade de saúde do Paraná com febre, dor de garganta e tosse.

12 de outubro: Governo dos Estados Unidos anuncia que uma enfermeira de Dallas, no Texas, contraiu o vírus do Ebola, transformando-se no primeiro caso de contaminação dentro do país. Identificada como Nina Pham, a profissional teria participado de uma das etapas do tratamento de Thomas Eric Duncan no Hospital Presbiteriano de Dallas.

Autoridades do Chile ativam um alerta sanitário em um hospital de Santiago após uma suspeita de Ebola. Pouco depois, foi constatado que era pequena a possibilidade do paciente estar com o vírus, dada sua procedência e histórico clínico.

13 de outubro: O Chile descarta um caso suspeito após realizar exames em um homem vindo da Guinea Equatorial. Ele apresentava sintomas de febre similares aos do vírus. 

14 de outubro: O Ebola faz sua primeira vítima entre os funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) que estavam na África para tentar frear a doença. A morte do enviado foi confirmada nesta terça-feira, 14, por um hospital da Alemanha, para onde a vítima foi enviada para um tratamento. 

16 de outubro - A Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou claro que um surto de Ebola no Ocidente é “improvável”, enquanto a Europa fracassava em chegar a uma estratégia conjunta para lidar com o vírus. 

A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná descartou a suspeita de Ebola em Foz do Iguaçu. O paciente, um jovem brasileiro de 22 anos, não passou por nenhum país que tem registrado casos da doença na África Ocidental, ao contrário do que se acreditava no período da manhã.

17 de outubro - O Ministério Público Federal no Distrito Federal encaminhou ao Ministério da Saúde e à Polícia Federal uma recomendação para assegurar o sigilo das pessoas com suspeita de estarem com vírus Ebola atendidas no Brasil. 

Em meio a sinais negativos e uma crise que ganha uma dimensão cada vez maior, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora pelo menos uma boa notícia: o fim do surto de Ebola no Senegal. 

18 de outubro - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pede aos americanos que evitem o pânico pelo Ebola, rejeitando a ideia de impor restrições em voos de países africanos afetados pelo vírus, explicando que tais proibições poderiam agravar a situação.

20 de outubro - Brasil realiza reuniões com representantes de aeroportos, integrantes do ministério e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avaliar a adoção de uma segunda entrevista para pessoas que chegam ao País vindos da Guiné, Serra Leoa ou Libéria. Medida semelhante passou a ser adotada nos Estados Unidos.

21 de outubro - OMS diz que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental devem começar a receber vacinas experimentais do Ebola até janeiro, mas uma imunização da população em geral ainda está distante

Os médicos que trataram da enfermeira espanhola Teresa Romero informaram que o segundo exame realizado com a paciente indica que ela está livre do vírus Ebola. 

24 de outubro - Uma menina de dois anos morreu com Ebola em Mali. O caso foi o primeiro do país africano. 

A primeira enfermeira norte-americana diagnosticada com o Ebola, Nina Pham, foi declarada curada por médicos do Instituto Nacional de Saúde.

25 de outubro - O número de mortos pelo vírus Ebola subiu para 4.922, em um total de 10.141 casos confirmados em oito países.

27 de outubro - Uma criança de cinco anos é suspeita de ter contraída o vírus Ebola e colheu sangue para ser testada para a doença.

2 de novembro - Autoridades de Serra Leoa informaram que mais um médico do país contraiu o vírus Ebola

4 de novembro - A Academia Nacional de Medicina divulga nota em que faz críticas às providências tomadas pelo Ministério da Saúde para controlar a entrada no Brasil de pessoas infectadas pelo Ebola.

5 de novembro - OMS diz que vê uma desaceleração em casos semanais do Ebola na Libéria, mas a incidência da doença ainda está subindo em Serra Leoa e está estável na Guiné.

6 de novembro - China anuncia envio de 480 médicos à Libéria.

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11 de novembro - Médico que contraiu Ebola é liberado de um hospital de Nova York após semanas de tratamento em isolamento

12 de novembro - Mali coloca mais de 90 pessoas, incluindo soldados das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em quarentena depois que uma enfermeira de 25 anos morreu em decorrência do Ebola

14 de novembro - OMS estima que mais de 5.100 pessoas já morreram por causa do vírus Ebola.

17 de novembro - Morre o cirurgião Martin Salia, que contraiu Ebola quando trabalhava em sua terra natal, Serra Leoa. Ele recebia tratamento em uma ala especial de um hospital do Nebraska.

 

 

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