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EFE
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Eficácia da vacina da Pfizer anti-covid-19 continua alta 6 meses após 2 doses, indica análise

As descobertas vêm do acompanhamento de voluntários que participaram da fase 3 dos testes clínicos da vacina que até agora ainda não apresentam grandes problemas de segurança, disseram as empresas em um comunicado. 

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2021 | 15h14

As empresas Pfizer e BioNTech relataram nesta quinta-feira, 1º, que sua vacina contra covid-19 permanece altamente eficaz por pelo menos seis meses após a segunda dose ser administrada. As farmacêuticas disseram que a imunização também funciona contra a variante sul-africana do coronavírus Sars-CoV-2. 

As descobertas vêm do acompanhamento dos mais de 46 mil voluntários que participaram da fase 3 dos testes clínicos da vacina. Entre eles, foram registrados 927 casos de covid-19 até o dia 13 de março, o que indica uma eficácia de 91,3%, calculada para o período entre sete dias e até seis meses após a segunda dose: 850 eram do grupo que recebeu placebo e 77 receberam a vacina. 

De acordo com a nova análise, a vacina foi 95,3% eficaz em proteger contra a ocorrência de doença severa, conforme a definição de gravidade da agência de regulação de drogas dos Estados Unidos, a FDA. Do grupo avaliado, mais de 12 mil participantes vêm sendo acompanhandos por pelo menos seis meses após a segunda dose, reforçando o perfil de segurança do imunizante.

"É um passo importante para confirmar a alta eficácia e os bons dados de segurança até agora, especialmente no acompanhamento de longo prazo", disse o presidente-executivo da BioNTech da Alemanha, Ugur Sahin, na nota. 

O estudo também mostrou que a vacina parece funcionar de maneira semelhante contra a variante do vírus detectada na África do Sul, onde essa cepa é majoritária e onde apresentou 100% de eficácia, embora em um grupo menor, com apenas 800 participantes. 

"A alta eficácia da vacina observada por até seis meses após uma segunda dose e contra a variante prevalente na África do Sul oferece mais confiança na eficácia geral de nossa vacina", disse o CEO da Pfizer, Albert Bourla. 

A vacina foi a primeira licenciada no Ocidente e é uma parte fundamental das campanhas de imunização que acontecem em grande parte do mundo. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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