Amanda Perobelli/ Reuters
Amanda Perobelli/ Reuters

Em carta, governadores cobram de Bolsonaro compra de doses adicionais da vacina Coronavac

Documento enviado por Wellington Dias (PT-PI) também solicita que, caso não consiga adquirir novo lote, governo federal autorize Estados e municípios a negociarem diretamente com o Instituto Butantan

João Ker, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2021 | 11h49

O governador Wellington Dias (PT), do Piauí, enviou na quinta-feira, 28, uma carta oficial ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) solicitando a compra de um lote adicional de 54 milhões de doses da vacina Coronavac, contra a covid-19. O documento foi assinado em nome do Fórum Nacional de Governadores e pede ainda que, na impossibilidade de aquisição pelo governo federal, “seja viabilizada a opção de compra por parte dos Estados brasileiros, conforme anteriormente aventado”.

Ainda nesta manhã, o governador João Doria (PSDB) estipulou que o governo federal se manifestasse sobre a compra das 54 milhões de doses até a próxima semana. Caso contrário, elas serão oferecidas diretamente aos Estados e municípios. Até o momento, o Ministério da Saúde já tem garantido um lote de 46 milhões de doses da Coronavac, que devem ser entregues pelo Instituto Butantan até o final de abril. 

No documento assinado pelo Fórum Nacional de Governadores, Dias pede ainda que o governo federal compre outras 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford/Astrazeneca e distribua aos Estados. De acordo com ele, esse total, incluindo a compra do Butantan, seria o suficiente para aproximadamente metade da população. 

Até o momento, a próxima remessa de distribuição do governo federal está marcada para 3 de fevereiro, com 3,2 milhões de doses da Coronavac. A carta também solicita um cronograma oficial de entrega das doses, “o que possibilitaria aos Estados e municípios maior capacidade de planejamento na vacinação”, e que o próximo lote chegue às 27 unidades federativas até o dia 7. 

Além da compra e distribuição, o fórum também solicitou ao presidente que autorize a utilização de doses reservadas para a segunda aplicação, “a fim de ampliar as condições de atender toda a demanda programada para o público prioritário”. 

Na quinta, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou em entrevista à rádio CBN que a pasta tem até 30 de maio para decidir sobre a compra de doses adicionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.