REUTERS/Siphiwe Sibeko
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Em dois meses, febre amarela mata 51 pessoas em Angola

Problemas na coleta do lixo levou a uma proliferação de 'Aedes aegypti', que transmite febre amarela, dengue, zika e chikungunya

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15 Fevereiro 2016 | 11h07

Uma epidemia de febre amarela em Angola deixou 51 mortos em dois meses, informou a direção nacional de saúde do país. O surto, iniciado na capital, Luanda, ganhou força com o colapso dos serviços de saneamento e coleta de lixo em algumas cidades. A sujeira espalhada levou a uma proliferação de Aedes aegypti, que transmite febre amarela, dengue, zika e chikungunya.

Outro problema que contribuiu para a epidemia foi a baixa cobertura vacinal. A expectativa de vacinar 1,6 milhão de pessoas contra a doença, na última campanha de vacinação, não foi cumprida - apenas 450 mil pessoas foram imunizadas. Segundo a ministra da Saúde, Adelaide de Carvalho, 240 pessoas foram infectadas até agora.

A coleta de lixo sofreu corte de recursos no país por causa de uma grave crise orçamentária em razão da queda no preço do barril do petróleo, cuja exportação sustenta a economia do país. Empresas afirmam que estão sem receber e que encontram dificuldade para importar equipamentos.

Como consequência, montes de lixo se acumulam nas periferias mais pobres, incluindo Viana, onde o primeiro caso de febre amarela foi relatado em dezembro. Autoridades sanitárias também registraram aumento no número de casos de malária, cólera e diarreia crônica.

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