Sebastian Kaulitzki/Shutterstock
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Emirados Árabes confirmam primeiros casos de coronavírus; na China, número de mortos chega a 132

Não foi informada a quantidade de pacientes infectados

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 04h15

Os Emirados Árabes Unidos confirmaram os primeiros casos de infecção por coronavírus no Oriente Médio nesta quarta-feira, 29. A agência de notícias estatal WAM dos Emirados Árabes Unidos fez o anúncio citando o Ministério da Saúde e Prevenção, mas não ofereceu detalhes sobre onde a família atingida morava nem onde estava recebendo tratamento. Também não ofereceu um número de pessoas afetadas pelo vírus, além de dizer que os casos vieram de "membros de uma família que chegavam da cidade chinesa de Wuhan". O surto viral iniciado na China infectou cerca de 6.000 pessoas no continente e mais de uma dúzia de outros países. O número de mortos na China chegou a 132.

As autoridades estão tomando "todas as precauções necessárias de acordo com as recomendações, condições e padrões científicos aprovados pela Organização Mundial da Saúde", afirmou o ministério. "O estado geral de saúde não é motivo de preocupação". Não ficou claro imediatamente como a família deixou Wuhan e chegou até os Emirados Árabes Unidos. A China fechou o aeroporto de Wuhan e outros transportes na cidade na última quinta-feira, 23, para impedir a propagação do vírus.

Os Emirados Árabes Unidos abriga as transportadoras de longo curso Emirates e Etihad Airways e é um centro de viagens aéreas globais.

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O novo coronavírus apareceu pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan em dezembro. Seus sintomas, incluindo tosse e febre e, em casos graves, pneumonia, são semelhantes a muitas outras doenças. A fonte do vírus e a extensão total de sua disseminação ainda são desconhecidas. No entanto, a Organização Mundial da Saúde disse que a maioria dos casos relatados até o momento "foram mais leves, com cerca de 20% dos infectados experimentando doenças graves".

O novo vírus causa sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, tosse e, em casos graves, pneumonia. É da família dos coronavírus, que inclui aqueles que podem causar resfriado comum, além de doenças mais graves, como SARS e MERS.  /AP

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