Emoções não afetam sobrevivência no câncer, afirma estudo

Análise de 1.093 pacientes com câncer de cabeça e pescoço indicou que o estado emocional não teve efeito

REUTERS

22 de outubro de 2007 | 11h32

Pessoas que ficam deprimidas com um diagnóstico de câncer não têm mortalidade mais elevada que os pacientes mais otimistas, segundo estudo divulgado na segunda-feira nos Estados Unidos. É comum que as pessoas tentem incentivar os doentes de câncer a manterem o otimismo, já que muitos consideram que isso contribui para o prolongamento da vida. Mas James Coyne e seus colegas da Universidade da Pensilvânia foram verificar dados de dois estudos sobre os estados emocionais de 1.093 pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Durante a realização dos dois estudos, 646 pacientes morreram. A análise indicou que o estado emocional dos pacientes não afetava a taxa de sobrevivência, de acordo com o estudo divulgado na publicação Cancer. Não foi estabelecida nenhuma correlação mesmo quando eram descontados fatores como sexo do paciente e estágio e local do tumor. "A esperança de que possamos combater o câncer influenciando os estados emocionais parece ter estado equivocada", disse Coyne em nota.   "Se os pacientes de câncer querem terapia ou estar em um grupo de apoio, devem receber tal oportunidade. Pode haver muitos benefícios emocionais e sociais. Mas eles não devem buscar tais experiências somente na expectativa de que possam estender suas vidas." (Por Maggie Fox)

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