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Emprego na saúde tem renda 57,5% maior do que a média do emprego nacional

Número de vagas de trabalho na saúde ficou estagnado entre 2008 e 2009

Luciana Nunes Leal e Daniela Amorim,

18 de janeiro de 2012 | 10h06

 O rendimento médio do emprego no setor de saúde é 57,5% maior do que o valor médio pago pelo trabalho considerando todas as atividades da economia brasileira, de acordo com o levantamento Conta-Satélite de Saúde, um detalhamento das contas nacionais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, o número de vagas de trabalho na saúde ficou estagnado entre 2008 e 2009. Foram contabilizadas 4,326 milhões de ocupações na área de saúde, em funções que vão de médicos e enfermeiros a profissionais de administração e segurança.

Entre 2007 e 2008, o número de vagas em saúde cresceu 2,7%, proporção maior do que o crescimento das vagas em todos os setores, de 1,6%. Entretanto, na passagem de 2008 para 2009, período em que o Brasil mais sentiu a crise econômica internacional, as vagas totais cresceram 0,4% e as de saúde não saíram do lugar.

Em 2009, havia 96.647.139 vagas em todos os setores da economia, sendo 4.326.014 na área de saúde. Em 2008, eram 96.232.609 postos de trabalho no País, sendo 4.326.135 vagas na área de saúde, número ligeiramente maior que o registrado no ano seguinte.

Embora o aumento da renda média de uma vaga na saúde não tenha sido tão intenso nos últimos anos quanto o crescimento do rendimento médio do trabalho na economia, a diferença continua grande. Em 2009, a renda média anual de uma vaga em saúde foi de R$ 22.395,00 (ou R$ 1.866,25 mensais), enquanto o rendimento médio do trabalho como um todo foi de R$ 14.222,04 (R$ 1.185,17 mensais).

Nos anos anteriores, a diferença entre o setor de saúde e todos os setores era ainda maior: em 2007, as vagas em saúde tinham rendimento médio 65% maior do que a média de todas as ocupações juntas. Em 2008, era 64% maior.

O cálculo leva em consideração o número de vagas nas atividades relacionadas à saúde, e não o número de empregados. No caso da saúde, é comum que um profissional tenha vários empregos. Cada emprego é contado como uma ocupação.

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