Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Empresa das 'pulseiras quânticas' diz não ter prova científica de sua eficiência

Distribuidora no Brasil divulga nota de que empresa americana já desmentiu alegação

estadão.com.br,

04 Janeiro 2011 | 18h00

A empresa das pulseiras Power Balance, conhecidas no Brasil como "pulseiras quânticas", que prometiam efeitos como "maior estabilidade, facilidade de circulação e alívio da dor" e conquistaram inúmeras celebridades no ano passado, divulgou nota afirmando não ter "evidências científicas plausíveis" dessas melhorias na saúde.

 

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O fabricante promete reembolso para todos que se "sentiram enganados pelas promoções" e que compraram suas pulseiras em "revendedores autorizado na Austrália".

Veja a íntegra da nota da empresa:

Em nossas propagandas nós dizíamos que as pulseiras Power Balance melhoravam a força, o equilíbrio e a flexibilidade.

Nós admitimos que não há evidências científicas plausíveis que sustentem nossas afirmações e portanto nossa conduta foi enganosa de acordo com o ato Trade Practices de 1974.

Se você se sentiu enganado por nossas promoções, nós gostaríamos de nos desculpar e oferecer seu dinheiro de volta.

Para obter a devolução do seu dinheiro entre no nosso website www.powerbalance.com.au ou ligue para o número 1800 733 436.

Essa oferta está disponível até dia 30 de junho de 2011. Para poder receber o reembolso, você deverá enviar sua Power Balance original juntamente com um comprovante de compra (incluindo recibos de cartão de crédito ou recibos) de um revendedor autorizado na Austrália.

A On the Beach, distribuidora oficial e exclusiva da Power Balance no Brasil, divulgou nota afirmando que a empresa americana desmentiu que tenha alegado que os produtos da marca não funcionam. Abaixo, a íntegra:

A On the Beach informa que a empresa norte-americana divulgou em seu site (www.powerbalance.com) nota desmentindo que tenha alegado que os produtos da marca não funcionam. Segundo Keith Kato, presidente da Power Balance, as recentes notícias que estão sendo divulgadas estão incorretas, o caso da Austrália se trata de problemas no marketing dos produtos e não do produto, e em nada afeta o Brasil.

Reforçamos que toda a publicidade realizada no País está em conformidade com as leis vigentes e com a normas estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O nosso marketing é voltado para a comercialização de um acessório esportivo. Em nenhum momento fazemos propaganda enganosa ou divulgamos falsas promessas de benefícios. Reiteramos ainda que o uso da Power Balance está ligado à decisão pessoal de cada um.

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