Taba Benedicto/ Estadão
Taba Benedicto/ Estadão

Apesar de sinalização de Doria, movimento de bares e restaurantes mantém protesto nesta terça

Setor recebeu bem o indicativo do governo em relação ao relaxamento de medidas. Ainda assim, representante disse haver desconfiança dos estabelecimentos e convocação para manifestação na Paulista está mantida

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 05h00

O presidente do conselho estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP), Percival Maricato, disse que a indicação do governo de São Paulo de abrandar as medidas do Plano São Paulo é bem-vinda, mas vista com alguma descrença pelo setor. “Para nós, a situação atual é dramática, trágica. Então, toda notícia que nos dê um pouco de fôlego é bem-vinda, mas as pessoas estão descrentes. Marcamos um protesto para amanhã (terça-feira) e ninguém quer desistir”, disse.

Desde o dia 25 de janeiro vigora no Estado a fase vermelha do plano nas noites durante a semana e ao longo de todo o dia nos fins de semana. A medida foi adotada pelo governo João Doria (PSDB) diante do aumento de casos e internações no Estado, em um momento que a crise também aumenta em outras regiões do País. Mas nesta segunda-feira, 1, o governo já indicou que ainda nesta semana deve alterar a previsão que só seria revista no dia 8 de fevereiro. Assim, as medidas podem ser abrandadas ainda nesta semana.

Empresários e funcionários do setor de bares e restaurantes pretendem se reunir no vão do Masp, na Avenida Paulista, às 15 horas desta terça-feira, 2. O ato, que já estava marcado antes da indicação do governo, dá sequência às manifestações do setor contra as restrições impostas pelo governo em razão da pandemia da covid-19. “Este setor está pagando uma conta desproporcional e injusta em nome do bem coletivo”, diz trecho do texto que convoca o público a participar do protesto.

Maricato argumenta que o funcionamento dos estabelecimentos não contribui para o agravamento da pandemia no Estado. “O que agrava é fechar os bares e restaurantes. As pessoas vão comer nas calçadas, vão passar a ir para festas clandestinas. Os homens não vão dormir às 20h porque há um decreto do governo determinando o fechamento”, sustentou. 

O presidente prevê um futuro de dificuldades para o setor. “Não é nada agradável a perspectiva. Ninguém quer emprestar para restaurante. Locadores que deram desconto lá atrás agora estão querendo receber. Fornecedor está cobrando, banco está cobrando. A categoria está implorando para permitir que se trabalhe”, reforçou.

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